09 Ago
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Desporto

Volta a Portugal: diretor da equipa Miranda-Mortágua diz que organização falhou

por Redação

01 de Julho de 2020, 17:37

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

“A organização da Volta a Portugal falhou”. A afirmação é do diretor desportivo da equipa de ciclismo Miranda-Mortágua, Pedro Silva, em entrevista ao Jornal do Centro.

Esta declaração vem no seguimento do adiamento anunciado da prova, sem data remarcada, depois de algumas autarquias, como Viseu, terem recusado receber os ciclistas por causa da pandemia do novo coronavírus.

Em declarações ao programa Centro Desportivo, Pedro Silva diz que agora é tarde para se pensar num plano B para a prova rainha do ciclismo nacional, que estava prevista decorrer entre 29 de julho e 11 de agosto.

O diretor desportivo diz não ter dúvidas de que as equipas tiveram um “balde de água fria” com esta decisão e indefinição. “Acredito que era complicado meter vários planos em andamento, mas ele [plano B] tinha de existir”, reforça.

Pedro Silva alerta ainda que as equipas vão ter problemas muito graves, caso a Volta não vá mesmo para a estrada este ano. “Não haver Volta não está sequer em cima da mesa para mim.  A Federação de Ciclismo também vai ter problemas, não são só as equipas”, remata.
Pedro Silva esteve à conversa no programa Centro Desportivo, que pode acompanhar em www.jornaldocentro.pt.

 

Viseu substituída por Salamanca na Vuelta

Também no ciclismo, Puebla de Sanabria e Salamanca vão substituir as cidades de Viseu e Porto no trajeto da Volta a Espanha, que não vai passar este ano por Portugal.

Na prova entre 20 de outubro e 5 de novembro, a 15.ª etapa não acaba no Porto, mas sim em Puebla de Sanabria. A 16.ª etapa parte de Salamanca, e não de Viseu, como inicialmente estava agendado.

A decisão foi das autarquias das duas cidades portuguesas, que resolveram não entrar em eventos até resolverem a crise sanitária gerada pela Covid-19. Porém, reiteram a sua vontade em participar em edições futuras.

O diretor da Vuelta, Javier Guillén, diz que vai "manter vivas as relações e os laços" existentes e que espera "voltar a negociar" no futuro com Portugal.

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