06 Ago
Viseu

GERAL

“Mais difícil do que o exame de Português foi estar duas horas de máscara”

por Redação

06 de Julho de 2020, 12:37

Foto Igor Ferreira

Arrancaram hoje os exames nacionais para os alunos do ensino secundário. A primeira prova foi a de Português. Além da esferográfica, este ano há que não esquecer o gel desinfetante e a máscara devido à pandemia de Covid-19

CLIPS ÁUDIO

A primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário arrancou esta segunda-feira, (6 de julho).

O Jornal do Centro visitou a Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, onde conversou com alguns alunos. A maioria diz que “mais difícil do que o exame foi estar de máscara durante duas horas”.

“Foi fácil, foi acessível. Podia ter corrido melhor, mas pronto. Estar duas horas de máscara é que é muito cansativo. Então quem vai ficar as duas horas e meia ainda deve ser pior”, confessa Bernardo Leite.

Constança Mateiro, que ao lado ainda folheia o enunciado da prova, é da mesma opinião.

“Correu bem foi bastante acessível, muito mais do que aquilo que estava à espera. Mais difícil foi mesmo a utilização da máscara. Ainda por cima com este tempo em que as alergias sobem à flor da pele. Foi o mais difícil do exame, sem dúvida”, revela. 

Entretanto chega Beatriz Ferreira. A aluna da Secundária Alves Martins considera que a Direção-Geral da Educação não dificultou a vida aos alunos.

“Facilitaram muito. Não estava à espera que o exame fosse tão fácil”. Já em relação à máscara de proteção, Beatriz diz que é “horrível”. “A minha garganta ficou muito seca durante o exame. É horrível”.

A desinfeção das mãos e das salas de aula, a criação de circuitos de entrada e saída foram algumas das medidas que fizeram com que os alunos se sentissem seguros.

“Correu tudo bem. Desinfetámos as mãos, deram-nos as máscaras à entrada. Tudo perfeito”, conta Francisca Figueiredo. 

Além da higienização das mãos e do uso de máscara obrigatório, Afonso Cruz destaca “a determinação de caminhos para não haver cruzamento entre os alunos” e menos alunos dentro das salas relativamente aos outros anos.

Para Rita Figueiredo, o exame de Português “não interessa”. Não é a prova de ingresso que precisa para seguir para o ensino superior. Ao Jornal do Centro revela que “a máscara atrapalha”, mas o importante é sentir-se segura.

“Senti-me perfeitamente segura. Desinfetámos as máscaras. Senti-me em segurança”, reforça. 

Também Joana Lourenço só fez o exame “caso mude de ideias” e venha a precisar da prova. O mais difícil foi “mesmo a máscara”. 

“A máscara enfiava-se nos meus olhos. Queria respirar porque estava a ficar stressada e não podemos tirar em qualquer momento. Só para beber água. Faz muito calor. É muito desconfortável”, revela. “As professoras sempre que nos davam folhas de rascunho estavam sempre a desinfetar as nossas mãos e as delas. Senti-me bastante segura”, acrescenta. 

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts