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“Não podemos baixar a guarda”

por Redação

10 de outubro de 2020, 08:30

Foto Facebook

Criada em 1967 a Fundação Joaquim dos Santos, em Torredeita, disponibiliza várias valências para a infância, juventude e terceira idade. A presidente do Conselho de administração, Célia Franco, fala da instituição

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A Fundação Joaquim dos Santos tem mais de 50 anos. Como tem sido o percurso?
A fundação já comemorou meio seculo e tem desenvolvido a sua atividade sempre focada no apoio social, na proteção às famílias. Numa fase inicial começamos com a valência da infância, Fomos o primeiro jardim-de-infância privado do concelho de Viseu. Depois surgiu a escola profissional e em 1995 avançamos com o lar de idosos e o apoio domiciliário.

Nos últimos meses a vida na instituição não tem sido muito fácil devido à pandemia…
Não foram, mão estão a ser e nem vão ser fáceis porque a situação não vai terminar tão cedo, infelizmente. Desde o início da pandemia que temos organizado todo o nosso serviço de acordo com as orientações da Direção-geral da Saúde. Temos tido um trabalho diário no que diz respeito à organização das medidas preventivas. Desde março que temos equipas a trabalhar em espelho e um esforço financeiro muito significativo em equipamentos de proteção individual.

Na última semana foi detetado um caso de Covid-19 na instituição. Uma situação complicada?
Sim, tivemos pela primeira vez uma funcionária que testou positivo, mas correu tudo bem porque nenhum dos nossos idosos testou positivo nem os outros funcionários, mas que não nos faz ficar mais descansados. Faz-nos, aliás, redobrar os nossos cuidados e a nossa atenção a todos os pormenores, porque pode acontecer em qualquer momento. Não podemos baixar a guarda.

Como vê o futuro?
Eu julgo que até ser descoberta uma vacina vamos viver grandes dificuldades. Não me parece que a pandemia esteja para acabar em breve. A crise financeira é inevitável. Os nossos recursos que estavam previstos para o crescimento da instituição estão todos a ser canalizados para combater esta situação da pandemia, desde os equipamentos de proteção individual à limpeza e de desinfeção. Tem sido um custo muito significativo. Os outros projetos deixaram de ser prioritários.  

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