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“Se fechássemos o apoio social eu não sei o que seria dos idosos”

por Redação

21 de novembro de 2020, 08:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

Criado há 22 anos, o Centro Social e Paroquial de Couto de Mosteiro presta apoio a 50 pessoas. Tem disponíveis os serviços de Apoio domiciliário e Centro de dia. O Padre Carlos Casal, presidente da instituição, fala do trabalho desenvolvido

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Como surgiu o Centro Social e Paroquial de Couto de Mosteiro?
Surgiu em outubro de 1998 na Casa Paroquial, mas depois foi feito um acordo com a Junta de Freguesia para a cedência de um espaço onde ainda hoje estamos. O projeto começou com o Padre Manuel Fernandes com o sentido de dar apoio a determinadas famílias por se tratar de terra com muitas pessoas idosas e porque as pessoas precisam de ser cuidadas.

Prestam apoio a quantas pessoas?
Apoiamos 50 utentes mas há mais pessoas que pedem os nossos serviços, mas não podemos chegar a todos. A Segurança Social impõe-nos um determinado número e temos de cumprir.

Estes últimos meses têm sido complicados para a instituição por causa da pandemia…
Sim, muito dolorosos. Estivemos fechados e os nossos utentes sentiram muito a falta do Centro de dia. Continuamos todos muito preocupados porque ninguém sabe nada do vírus. Estamos todos de sobreaviso.

Quais foram as principais dificuldades que têm sentido?
Tentarmos organizar os nossos funcionários em dois grupos. Enquanto um trabalhava o outro grupo estava em casa. Fomos tentando ultrapassar tudo e conseguimos, porque até à data não temos qualquer infetado. Mas não é fácil.

Algum projeto para o futuro?
Pretendemos aumentar a capacidade de resposta do Apoio domiciliário, mas estamos à espera da permissão da Segurança Social. Precisamos também de renovar algumas carrinhas que começam a ficar gastas e é preciso ir pensando na substituição. Uma situação que não é fácil para a instituição.

Sente que o trabalho das instituições de apoio social é agora mais valorizado?
Eu espero que sim. Penso que as entidades oficiais, mesmo a nível concelhio, deviam olhar mais para estas instituições. É um serviço que estamos a prestar à comunidade e que precisa de ajuda. Se fechássemos o apoio social eu não sei o que seria dos idosos. Muitos deles não têm família.

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