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Aproveite a manhã de domingo para conhecer o lado artístico da mata do Fontelo

por Redação

29 de novembro de 2020, 08:00

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Numa altura em que o confinamento voltou a ser uma realidade bem presente por todo o país, um pequeno passeio pela natureza da cidade de Viriato pode ser um retiro divino, permitindo o desanuviar da mente e evitando o aborrecimento. O Fontelo é sempre uma boa opção, mas sabia que a mata guarda obras artísticas que estão à espera da sua visita?

Poldra é o nome dado a uma das pedras que se colocam nos riachos para que as pessoas os possam atravessar. Poldra é também o nome do projeto de arte pública promovido pela cidade de Viseu e que se encontra exposto na mata do Fontelo desde do outono de 2019. A ideia foi dotar a cidade de uma coleção escultórica a céu aberto, criando um circuito em que as obras de arte são como as pedras no rio, permitindo uma viagem que é pertinente de se fazer nos dias atuais. Das muitas esculturas presentes na mata florestal do Fontelo destacamos as obras artísticas de Miguel Palma (Portugal), Elisa Balmaceda (Chile), Steven Barich (Estados Unidos da América), Natália Bezerra e Kaitlin Ferguson (Estados Unidos da América/Escócia) e Liliana Velho (Portugal).

No caso de Miguel Palma, a artística levou para a Mata do Fontelo uma boia do estuário do Tejo, que tinha há 20 anos no seu jardim, onde foi ganhando "uma espécie de geografia". A ideia da obra é a representação do planeta terra, num local simbólico do expoente máximo da natureza na cidade de Viseu.

E inspirado em imagens de pedras, Steven Barich criou uma escultura de dois metros por dois com superfícies planas, nas quais as pessoas poderão deixar mensagens ou apenas o seu nome. É um convite para as pessoas deixarem a sua marca na peça.

Elisa Balmaceda construiu uma estrutura que permitirá observar o Sol e o céu e como a luz reflete num espelho, enquanto a viseense Liliana Velho apresenta uma escultura em cerâmica, com uma espécie de bolsos nos quais as pessoas poderão colocar sementes ou flores e verem como mudam ao longo dos tempos. Já a instalação de Natália Bezerra e Kaitlin Ferguson permite explorar os sons dos materiais locais, como as pedras, criando assim uma conexão com a natureza.

O mote da exposição a céu aberto, que já conta com mais de um ano de existência, é valorizar artisticamente aquele que é um dos grandes patrimónios da cidade, que é a mata do Fontelo. O projeto pretende também incentivar a relação entre a comunidade artística local e a comunidade artística internacional.

Aproveite as horas livres de circulação deste domingo para passear e deslumbrar-se com estas vistas artísticas na mata do Fontelo.

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