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Deixa o Brasil para estudar em Portugal 

por Redação

03 de outubro de 2020, 08:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Fernanda Almeida de Sant’Ana é uma das muitas estudantes brasileiras que decidiu cruzar o Atlântico para completar os estudos ao nível do ensino superior na Europa. 

Esta aluna, de 20 anos, natural da cidade do Recife, escolheu Portugal como destino. Chegou há um ano ao nosso país. 

“Vim para Portugal para estudar, frequentar uma universidade e confesso que estou a gostar muito”, afirma. 

Fernanda está a estudar e a viver em Viseu. Frequenta a licenciatura Comunicação Social, na Escola Superior de Educação da cidade. No país natal, estava a tirar o curso de Relações Internacionais.

Ao Jornal do Centro conta que a mudança de continente e de realidade foi “intensa”. 

“Deixei no Brasil todos os meus familiares e amigos para procurar um futuro melhor para mim, mas acredito que são as mudanças que nos trazem as melhores experiências”, defende. 

Na cidade e no próprio Politécnico de Viseu garante que se sentiu sempre integrada, apesar de, não esconder, que enfrentou “algumas situações incomuns por ser estrangeira”. 

“Para além disso, há também o ‘choque’ cultural e as diferenças, mas isso não me impede de estar a ter uma experiência valiosa”, sustenta.

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O que mais gosta em Portugal são as paisagens e também a comida. Em Viseu aprecia o facto de a cidade ser calma, segura, ter história e ainda os espaços verdes. 

“O que eu não gosto em Portugal e em Viseu… Deixa-me ver, há demasiadas ladeiras”, refere, entre risos. 

É em Portugal que Fernanda quer ficar. É por cá que quer acabar os estudos. Considera que o nosso país se encontra num momento melhor do que o Brasil. 

“Quero continuar a lutar por um futuro melhor”, acrescenta. 

Nem a pandemia provocada pelo novo coronavírus a fez pensar em voltar a cruzar o Atlântico. Apesar das saudades que sente da família, os familiares também a aconselharam a permanecer em terras de Viriato. 

“Sei que em Portugal os cuidados para o combate à covid-19 estão a ser levados a sério e mesmo a minha família preferiu que eu ficasse cá, para correr menos riscos. Tudo o que eu espero é que toda essa situação melhore e acredito que tudo ficará bem em breve”, afirma, sem esconder que a fase do confinamento foi complicada para si.

“Os dias na quarentena foram difíceis e este momento com a pandemia ainda está a ser complicado para todos nós. Como estrangeira, senti bastante medo, principalmente por estar longe de minha família. Não estar com eles nesse momento difícil fez com que me sentisse sozinha e preocupada ao mesmo tempo. É difícil dizer o que vai acontecer, é um momento de bastante imprevisibilidade, mas estou a torcer para que uma vacina ou um medicamento seja feito para voltarmos à normalidade”, conclui.

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