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Um Chileno a defender as cores do Termas Óquei Clube de S. Pedro do Sul 

por Redação

01 de Agosto de 2020, 08:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

Com 33 anos, esta é a segunda vez que o chileno Armando Quintanilla vive e trabalhar em Portugal. Aterrou pela primeira vez no nosso país há cinco anos para jogar hóquei em patins num clube da zona do Porto, que alinha na Primeira Divisão nacional da modalidade. Partiu e há um ano voltou, agora para defender as cores do Termas Óquei Clube de S. Pedro do Sul, equipa que alinha na Terceira Divisão. 

“Vim para Portugal para continuar a evoluir como jogador e com a meta de ajudar a minha equipa a conquistar os seus objetivos. Também para chegar o mais longe possível a nível desportivo e pessoal”, conta.  

Natural de Santiago, a capital do Chile, Armando é jogador de hóquei, mas também cozinheiro e pasteleiro.  Atualmente vive nas Termas de S. Pedro do Sul. 

“Aqui é tudo muito bom e giro, sobretudo a natureza. Posso descansar muito bem. O único problema é que é muito calmo e eu gosto das coisas um pouco com mais barulho”, diz entre risos, acrescentando que nada de negativo tem a apontar à região. 

O atleta já não está no Chile há 15 anos. Saiu para jogar fora e não mais voltou. “Gosto de viver em Portugal. Aqui sinto-me bem”, afirma, salientando que a adaptação ao nosso país foi “boa e rápida” já que a cultura entre as duas nações “é muito parecida”. 

“O tempo e a comida” são o que mais aprecia em terras lusitanas. 

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Quanto às diferenças entre o hóquei em patins praticado no Chile e em Portugal, Armando explica que no seu país o jogo “é mais físico, é muito um contra um, é mais direto”. 

“Aqui os jogos são físicos, mas trabalha-se mais com a bola para se chegar à baliza. São mais táticos”, aponta. 

O atleta já representou vários clubes, mas também a seleção chinela. Ao Jornal do Centro refere que é “muito bom” e um “orgulho” para si jogar com a camisola do seu país. 

“É algo inexplicável. Sinto-me muito orgulhoso por ser chileno e adoro jogar pelo Chile. Estar num mundial é uma experiência única e que nunca se esquece. Temos uma boa equipa e estamos sempre a lutar pelos oito melhores lugares do mundo e isso impressiona qualquer um”, diz. 

Apesar do orgulho que tem do país natal, Armando só quer voltar ao Chile para férias, visitar a família e para participar nos treinos de preparação dos campeonatos mundiais e panamericano. 

E como é que o jogador viveu os dias de confinamento e encarou a pandemia de covid-19? Armando recorda a incerteza vivida. Garante que não teve “medo”, mas sim “respeito” por este inimigo indivisível que semeou o caos em todo o mundo. 

“Nunca pensei em ir embora. A minha intensão foi sempre ficar cá”, vinca, realçando que o que mais deseja é que a vida volte à normalidade. 

“Este vírus serviu para darmos mais valor ao que temos, à nossa vida e à liberdade”, conclui. 

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