28 fev
Viseu

Política

Presidenciais: Já havia fila antes das urnas abrirem em Viseu 

por Redação

24 de janeiro de 2021, 11:09

Foto Igor Ferreira

CLIPS ÁUDIO

As mesas de voto abriram às 8h00, mas antes disso na Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, já se fazia fila para escolher o próximo presidente da República. 

Os eleitores começaram a juntar-se por volta das 07h30, fazendo fila e esperando pela sua vez para entrar no estabelecimento de ensino para exercer o seu direito de voto. 

A fila era ordeira, as pessoas estavam a cumprir o necessário distanciamento e a usar máscara, tal como ditam as regras. 

Antes da abertura das 11 seções de voto existentes na Alves Martins já se encontravam mais de duas dezenas de pessoas no recinto do estabelecimento de ensino. Depois das 08h00, o número de eleitores era bem maior, com a fila a engrossar e a ultrapassar em muito o portão de entrada da escola. 

O primeiro a chegar foi Rafael Salgado que ao Jornal do Centro garantiu que não foi por “nenhuma razão em especial” que chegou cedo, antes mesmo de as portas se abrirem. 

“Moro perto, olhe madruguei”, atirou, para depois dizer que não tem qualquer receio de votar. “É um dever cívico vir votar. Não tenho receio, tomei aas precauções que devia, trago máscara, a caneta e já me avisaram que tenho que higienizar as mãos logo à entrada”, declarou. 

Já Maria Luísa decidiu ir “mais cedo para evitar as filas a horas mais normais”. 

“Parece-me que vai vir muita gente”, disse, lamentando que as eleições decorram em plena pandemia e com o país confinado. 

“Acho que é um cúmulo. Estamos em confinamento, nem sequer devia haver eleições. Já viu isto, ainda não são 08h00 e já cá está tanta gente”, criticou. 

Logo depois de Maria Luísa na fila está Maria Helena, ela que foi a terceira pessoa a votar na Alves Martins. Também ela madrugou para participar nestas eleições. 

“Vim cedo para evitar as filas, para ser das primeiras a chegar às mesas e elas estarem o mais desinfetadas possível”, disse, salientando que o voto “é um dever cívico” e que por essa razão todos devem votar e ajudar na escolha do próximo Presidente da República.  

Já depois das 10h00 a fila mantinha-se, mas mais extensa e nem a chuva que caiu, entretanto, afastou a população. Em média, cada eleitor demorava cerca de 20 minutos a chegar da porta da rua até à urna de votos. 

Ângelo Lourenço até costuma votar mais cedo, mas nestas eleições veio depois da hora normal porque esteve a fazer exercício físico. À chegada à Alves Martins, confessava encontrar mais gente na fila. 

“Achava que ia ser pior. A fila está a avançar rápido”, afirmou. 

Este eleitor considera que todos têm que cumprir o seu direito e votar. E nem a pandemia assusta. 

“Trouxe a caneta, álcool gel, estamos a manter a distância, há que esperar pela nossa vez e acho que vai correr tudo bem”, sustentou.

Até às 10h00 votaram na cidade de Viseu mais de mil pessoas, das 23 mil que estão inscritas nos cadernos eleitorais. 

“Na Escola Alves Martins e na Emídio Navarro as coisas estão a decorrer com normalidade. Sentimos que há uma afluência fora do normal. Ficámos surpreendidos, mas penso que há razão para isso. Primeiro, até às 10h30 o tempo esteve bom e convidou as pessoas a virem. Depois, porventura as pessoas quiseram vir cedo para regressarem depois a casa e manter o confinamento. E finalmente muitos pensaram que se calhar de manhã seria uma boa hora, não haveria filas, mas a verdade é que com tudo isto estamos com muita gente. A afluência tem sido significativa”, referiu o presidente da Junta de Viseu, Diamantino Santos. 

O autarca acredita que nas 22 seções de voto existentes na cidade já votaram “para cima das mil pessoas”. 

As eleições presidenciais no distrito de Viseu estão a decorrer sem incidentes. “Está tudo a decorrer normalmente”, adiantou ao Jornal do Centro fonte da GNR. 
 

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