12 mar
Viseu

Cultura

Cultura "deve estar em cima da mesa" para o desconfinamento

por Redação

11 de março de 2021, 12:19

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O setor da cultura aguarda com expectativa a retoma da sua atividade perante o desconfinamento, cujo plano vai ser anunciado esta quinta-feira (11 de março) pelo Governo.

A cultura tem sido um dos ramos mais atingidos pela crise pandémica, com encerramentos de espaços e suspensão de espetáculos e outras atividades durante os confinamentos.

José Rui Martins, encenador e diretor da ACERT em Tondela, exige medidas para que o setor possa ser reativado. O dirigente cultural diz que “têm de ser analisadas as condições existentes e as necessidades que há de acautelamento e, ao mesmo tempo, pensar na cultura tal como nos outros setores”.

“Há indícios de que já vai haver serviços ao postigo. Acho que estamos a aguardar qual é a medida de postigo que a cultura vai ter”, acrescenta referindo-se ao aliviamento das vendas ao postigo para o comércio, já proposto pelo Governo.

José Rui Martins lembra que a cultura “deve estar em cima da mesa” e tem de “aproveitar as condições que forem implementadas a cada momento para atuar dentro dessas condições”.

O diretor da ACERT acrescenta que há dentro do setor a vontade de continuar a trabalhar e garante que vai continuar a cumprir com todas as regras de segurança, tal como no primeiro desconfinamento.

“Temos uma certa expetativa. A cultura cumpriu com todas as regras que foram instituídas de uma forma perfeitamente rigorosa. Nós ficávamos muito felizes quando havia o distanciamento de um espetador. Higienizávamos todas as instalações, tomávamos todas as medidas para receber o público e é isso que vamos continuar a fazer. Temos a certeza absoluta que queremos trabalhar com as pessoas e com todas as medidas de segurança que ainda são necessárias de preservar”, remata.

Já o Teatro do Montemuro, em Castro Daire, teve de adiar a estreia de três novas peças por causa da atual pandemia. O diretor Eduardo Correia diz que a crise pandémica trouxe “consequências gravíssimas” à companhia.

“Nós temos a particularidade de sermos uma companhia que vive muito da itinerância e passa parte do ano em digressão. Com todas estas limitações e cancelamentos, é óbvio que trouxe muitos contratempos à companhia e à execução dos projetos que estavam previstos. Num deles, faltou mesmo só fazer a estreia. Ainda por cima, são projetos com uma vertente comunitária muito vincada”, refere.

Eduardo Correia defende que o Teatro do Montemuro tem todas as condições para retomar a atividade com segurança para quem faz e para quem assiste aos espetáculos teatrais.

“Nós estamos preparados e sempre estivemos para acolher e voltar, não dentro da normalidade, mas acima de tudo para manter as dinâmicas que estão pensadas e que nos fazem imensa falta porque não têm continuidade”, remata o diretor da companhia.

Além da cultura, também os empresários e os comerciantes da região de Viseu estão expetantes com o que o Governo vai anunciar do plano de desconfinamento.

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