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Cães civis de Resende e Tondela ajudam GNR na busca de desaparecidos

por Redação

06 de dezembro de 2020, 14:53

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A missão é encontrar um indivíduo que desapareceu há poucas horas. Para isso são treinados em cenários exigentes e duvidosos

Saiu de casa pelas 10h00 e não regressou. Um homem de 50 anos despareceu durante o seu passeio matinal pela barragem de Várzea de Calde, em Viseu. Nunca mais foi visto. O irmão esperou pacientemente até à hora de almoço, até finalmente dar o alerta às autoridades. Um desespero que aumenta quando se percebe que o indivíduo sofre de esquizofrenia e poderá estar desorientado. É uma ocorrência que, por acaso, é um treino dos binómios (duplas formadas por cães e operacionais) da GNR e civis certificados para busca e salvamento, em território nacional, mas poderia ser real. Desenhada a estratégia, é assistir à sua investigação até se descobrir o paradeiro do indivíduo, como o Jornal do Centro fez, a partir de um ponto alto, na barragem de Várzea de Calde. Falamos de quatro de binómios divididos por diferentes zonas, de forma a cobrir toda a área. Sem deixar de farejar, encontra-se o alvo escondido no meio de vegetação rasteira. E missão cumprida.

 

São ocorrências que unem as equipas da GNR a binómios civis de busca e salvamento. Depois de candidatos à Bolsa de Voluntários Cinotécnicos Civis de Busca e Salvamento, a GNR já certificou sete cães civis, em todo o território nacional. Quatro pertencem à região de Viseu, distribuídos pelos Bombeiros Voluntários de Resende, com três cães, e pelos Bombeiros Voluntários de Tondela, com um.

“Desde o ano 2000 começaram a aparecer vários curiosos no teatro de operações, nomeadamente, quando falávamos de busca de desparecidos. Face a isto, houve necessidade de tentar regulamentar e validar competências desses binómios”, explica o Alferes André Rosa, da Unidade de Intervenção da GNR.

 

Cães e treinadores são submetidos a um curso que permite ampliar as competências de busca e salvamento em terrenos complexos. “Além de terem muita vontade de ajudar, têm outra mais valia que é conhecer muito bem as áreas e alguns até conhecem as populações. Isto tudo ajuda na colheita e na validação da informação”, aponta a primeiro sargento Filipa Mendes.

Para Carlos Ribeiro, dos Bombeiros Voluntários de Tondela, o ‘bichinho’ por operações de busca “começou há cerca de oito anos”. Depois de certificado, aliou a dinâmica do corpo de bombeiros a ocorrências de desaparecimentos que possam surgir.

No caso de António Bártolo, dos Bombeiros Voluntários de Resende, “é uma mais valia para auxiliar as forças de autoridade, neste caso, a GNR, para a busca de pessoas desaparecidas”. Costuma dizer que o seu companheiro fiel “é mais um funcionário do corpo de bombeiros”. “Vai comigo de manhã para o quartel e ao fim do dia vai comigo para casa. É um cão de casa completamente sociável com os meus filhos, com a minha esposa. É mais um em casa”, lança.

A certificação de Candidatos Bolsa de Voluntários Cinotécnicos Civis de Busca e Salvamento da Guarda Nacional Republicana é válida por um ano. Todos os anos, os binómios civis revalidam a certificação.

 

Podemos estar a falar de duplas entre homem e cão, mas no terreno falamos da GNR e civis a trabalhar em conjunto para um mesmo objetivo: solucionar um desaparecimento.

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