30 set
Viseu

São João da Pesqueira

Ministra da Agricultura foi à vindima em São João da Pesqueira

por Redação

02 de setembro de 2020, 15:02

Foto Igor Ferreira

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A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, esteve esta quarta-feira (2 de setembro) de visita a São João da Pesqueira e à região demarcada do Douro. Lá, visitou a Quinta do Pessegueiro, uma das principais quintas vinhateiras do concelho do norte do distrito de Viseu.

Durante a visita, a governante apelou a que os pacotes de sementes de países asiáticos que estão a chegar pelo correio sejam entregues às entidades competentes, de forma a proteger “culturas e cidadãos”.

“Pedimos que as entreguem nas direções regionais de Agricultura e Pescas ou que as enviem para as delegações da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária”, disse a ministra aos jornalistas, durante uma visita aos trabalhos de vindima na Quinta do Pessegueiro.

Maria do Céu Antunes pediu às pessoas que “não abram, não semeiem e não coloquem no lixo” estas sementes, “porque podem estar contaminadas e podem vir a trazer situações graves” como a da pandemia da Covid-19.

Segundo Maria do Céu Antunes, esta “não é uma situação que seja exclusiva” de Portugal, verificando-se também nos Estados Unidos da Europa e noutros países da Europa. “Chegam às caixas de correio das pessoas umas embalagens que não dizem que são sementes, algumas falam em bijuterias”, contou.

O Ministério da Agricultura já tinha alertado na terça-feira (dia 1) para esta situação, explicando que, para além das sementes de várias espécies, as embalagens podem conter solo, larvas mortas ou estruturas de fungos.

As embalagens, cujo conteúdo não aparece especificado, também não são acompanhadas por um certificado fitossanitário que ateste as exigências do país, acarretando assim “sérios riscos do ponto de vista da sanidade vegetal, pela possibilidade de veicularem pragas e doenças ou ainda pelo perigo de se tratarem de espécies nocivas ou invasoras”, acrescentou.

A governante também aproveitou a visita a Pesqueira para salientar os apoios de nove milhões de euros que foram dados aos produtores de vinho da região do Douro afetados pela pandemia.

Maria do Céu Antunes lembra que, “numa primeira fase”, foram disponibilizados 18 milhões de euros para “medidas de crise, destilação e armazenamento”.

“A região do Douro está a contratar cerca de quatro milhões, dos 11 milhões que foram utilizados nesta medida. Estas medidas dizem respeito aos vinhos DOP (Denominação de Origem Protegida) e IG (Indicação Geográfica). No entanto, criámos uma medida de reserva de cinco milhões que vai permitir guardar 10 mil pipas do vinho do Porto”, explica.

A ministra da Agricultura acredita que estas medidas vão surtir efeitos. “Estamos convictos de que estas medidas que tomámos têm aqui um efeito positivo, porque queremos que esta região continue a crescer nas exportações e na produção para consumo nacional. Queremos atingir os mil milhões de euros em exportações e até aumentar o nosso lugar entre os 10 países mais exportadores de vinho”, frisa.

Já o presidente da Câmara de São João da Pesqueira escusou-se a falar das medidas de apoio. Manuel Cordeiro diz que prefere ter um discurso positivo em relação ao Douro, mas defende uma “reforma profunda” da região.

“A ministra tem a vontade de conhecer melhor a realidade, porque acho que é necessário fazer-se uma reforma profunda de uma vez por todas. O Ministério da Agricultura fez um esforço para tentar minimizar o que pode vir a acontecer, mas consideramos que devemos deixar de falar de produção e comércio e, ao invés disso, falar no setor vitivinicultor porque um precisa do outro e só há futuro nesse sentido”, remata.

São João da Pesqueira é visto como o concelho que mais produz vinho do Porto.

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