04 dez
Viseu

Saúde

Coronavírus: delegada de saúde de Viseu diz que primeira vaga ainda não passou

por Redação

26 de junho de 2020, 09:50

Foto Igor Ferreira

Médica diz que pessoas devem continuar a prevenir-se face ao vírus

CLIPS ÁUDIO

A delegada de saúde de Viseu, Sara Dias, diz que a primeira vaga da pandemia da Covid-19 ainda não terminou, numa altura em que os casos na região estão a aumentar.

Em declarações ao Jornal do Centro, a médica de saúde pública diz que as pessoas devem continuar a adotar medidas preventivas para evitar a propagação da Covid-19.

“Começámos em março, tivemos um pico maior entre março e abril e, agora, verifica-se em Lisboa o maior número de casos, o que está relacionado com as próprias dinâmicas dos locais onde estão a ser registados. Se é uma segunda vaga, é difícil saber, mas parece ser uma evolução da primeira. O importante é mesmo a adoção das medidas preventivas”, explica.

A médica garante que, no concelho de Viseu, têm ocorrido apenas casos pontuais do novo coronavírus nos últimos tempos. O município soma agora 106 infeções, com apenas dois casos ativos.

Os restantes 104 já recuperaram da doença. Sara Dias garante que a situação está controlada. “Nós temos casos pontuais. Há cerca de um mês, tínhamos 103 casos. Agora, temos 106, o que corresponde a um aumento de três infetados. A situação está perfeitamente controlada, mas estamos sempre atentos à evolução”, diz.

A delegada de saúde considera que ainda há equívocos “na diferença entre as pessoas infetadas e as pessoas colocadas em quarentena preventiva”. “Sempre que há um caso confirmado, a autoridade de saúde procede de imediato à identificação dos contactos próximos e estes, apesar de não terem a doença, são colocados em isolamento como forma preventiva”, refere.

Na região Viseu Dão Lafões, dezenas de pessoas com suspeitas do novo coronavírus ainda estão em quarentena, no chamado isolamento profilático.

Sara Dias considera que a maioria das pessoas está a cumprir as regras de segurança e diz que o desconfinamento serve para deixar a responsabilidade pela prevenção à população.

“O que pode acontecer é que o desconfinamento seja entendido como um aligeirar das medidas e uma situação em que já não há risco. Mas continua a haver e isso vê-se, porque continuamos a ter casos, embora com muito menos expressão do que noutras regiões”, remata.

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts