28 Set
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Sociedade

Covid-19: autoridades de saúde admitem que há surtos em encontros religiosos a nível nacional

por Redação

14 de Agosto de 2020, 16:52

Foto Arquivo Jornal do Centro

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As autoridades de saúde desconhecem a existência de qualquer surto envolvendo confissões religiosas na região de Viseu, mas admitem que existem casos a nível nacional.

Três padres da Diocese estão infetados com Covid-19, depois de terem participado num retiro em Vila Nova de Gaia. Pelo menos, seis sacerdotes contraíram o novo coronavírus nesse encontro.

O subdiretor-geral da Saúde, Rui Portugal, falou sobre o assunto esta sexta-feira (14 de agosto), na habitual conferência de imprensa de atualização da informação sobre a Covid-19.

Questionado sobre se há surtos em outros locais do país com origem em encontros religiosos, Rui Portugal disse não conseguir “precisar o número exato de surtos”, mas afirmou que existem “a nível nacional, em particular na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo”.

“Lembro-me que, de facto, existem duas ou três situações na região de Lisboa e Vale do Tejo” ligadas a confissões religiosas de caráter protestante, afirmou o subdiretor-geral da Saúde.

Rui Portugal aproveitou para lembrar que “tudo o que seja aglomerações de pessoas em qualquer tipo de eventos, nomeadamente de caráter religioso, particularmente em meios fechados, são zonas de risco e devem ser cumpridas todas as orientações não só da DGS”, mas também as orientações globais e locais.

A nível nacional, tem-se registado cada vez mais casos do novo coronavírus em Portugal. Esta sexta-feira, foram registadas mais duas mortes por Covid-19, além de mais 235 novos casos. Desde o início da pandemia, o país conta com 53.783 doentes e 1.772 mortes.

Os casos não param de aumentar. A ministra da Saúde, Marta Temido, recusa falar numa segunda vaga.

“Estamos a assistir a um crescimento dos casos em países próximos de nós, principalmente Espanha, mas não sei se é o suficiente para caraterizar o facto de estarmos perante uma segunda vaga. Nós sabemos que, até haver uma vacina ou tratamento eficaz, a doença persiste entre nós e estamos sujeitos a, pelo menos, ondas sucessivas”, refere a governante.

Marta Temido acrescenta que, nesta altura, vive-se um período de “estabilidade”, em que “há mais momentos de convívio e há mais risco, mas numa situação que parece ser e vamos garantir que continue que seja controlada”.

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