01 nov
Viseu

Sociedade

CGTP diz em Viseu que "a luta está na rua"

por Redação

25 de setembro de 2020, 18:24

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Arrancou esta sexta-feira (25 de setembro), em Viseu, a ação de luta nacional convocada pela CGTP para este fim de semana, para reivindicar aumento dos salários e garantia de empregos.

Dezenas de pessoas concentraram-se no Rossio para ouvirem a secretária-geral da central sindical, Isabel Camarinha.

No seu discurso, a dirigente enfatiza que “a luta está na rua”. “A luta está a dar expressão às centenas de reivindicações e ações que emergem nos locais de trabalho dos setores privado e público. Exigências que são convergentes pela valorização do trabalho e dos trabalhadores”, frisa.

Isabel Camarinha refere, ainda, que a jornada de luta convocada pela Intersindical irá estar no sábado (dia 26) “em mais 17 localidades do nosso país” para fazer várias reivindicações laborais.

“Não aceitamos a destruição dos direitos, os cortes nos salários e os despedimentos. Não aceitamos que se use a situação em que o país se encontra para impor mais exploração para justificar o aumento das desigualdades, para que os ricos se apropriem ainda mais da riqueza”, diz.

Isabel Camarinha defendeu ainda o aumento dos salários em 90 euros e “a fixação do salário mínimo nacional nos 850 euros”. A líder da CGTP diz que estas propostas são importantes “para que os trabalhadores possam aceder a bens e serviços de que hoje estão privados”.

“Estamos a falar de coisas básicas, desde a alimentação à habitação e da saúde à educação e ao acesso à Justiça. Mais salário dinamiza a economia e possibilita as empresas a venderem mais, a criarem emprego e a reduzirem o desemprego, com efeitos diretos na Segurança Social”, afirma.

Isabel Camarinha disse ainda que é preciso acabar com a precariedade laboral. A CGTP vai realizar no sábado uma jornada nacional de luta que irá decorrer em todo o país, em defesa de aumentos salariais.

O objetivo passa por reivindicar o aumento geral dos salários e pensões e do salário mínimo nacional, o pagamento da totalidade da retribuição a todos os trabalhadores com cortes salariais e a garantia do emprego e do combate à precariedade.

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