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Viseu: petição por causa da falta de autocarros em Santos Êvos

por Redação

06 de Agosto de 2020, 16:10

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A população de Santos Êvos, no concelho de Viseu, continua descontente com a falta de transportes e horários que liga a freguesia à cidade. O problema arrasta-se desde o início da pandemia.

Sem fim à vista, a população promoveu um abaixo-assinado que juntou cerca de 350 assinaturas, adianta a presidente da Junta de Freguesia, Sandra Gomes. “Aguardámos que a situação fosse resolvida, o que não acabou por acontecer, por isso, a população tomou a iniciativa de avançar com um abaixo-assinado e a Junta de Freguesia associou-se a esta causa, ajudando na recolha de assinaturas”, conta.

Segundo a autarca, a petição foi alargada a utentes da atual carreira oriundos de outras localidades que não Santos Êvos, como, por exemplo, Barbeita.

A aldeia de Pinheiro continua a não ser servida pela carreira, ao contrário das duas outras aldeias (Sernada e Carragoso) que não eram servidas e que passaram, entretanto, a ter o autocarro. Sandra Gomes afirma que os horários continuam a não servir a população.

“Os horários ainda são insuficientes, tendo em conta que já não há confinamento, já retomaram as atividades laborais e continuamos sem transportes. Ao final do dia, e mesmo durante o dia, sente-se ali a falta de um horário alargado que permita as pessoas regressarem a casa em vez de passarem o dia todo em Viseu”, refere, apontando o caso da população idosa.

“A nossa freguesia tem uma população com idades avançadas. Eles não têm atividades laborais, mas têm de ir ao médico, à farmácia ou às compras de bens essenciais e têm de se despachar dentro daquele horário curto até às 11h00, senão ficam em Viseu”, exemplifica.

A Junta de Santos Êvos já pediu esclarecimentos à Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões – responsável pelos transportes públicos intermunicipais e que servem esta freguesia –, que nunca chegaram.

“Contactei a CIM, mas até agora não tivemos qualquer resposta. Neste momento, não voltei a contactar a CIM. Temos utentes que tentaram e a resposta foi a mesma: estamos a negociar ou estamos a ver a melhor forma. Quer da Berrelhas quer da CIM, é esta a resposta que dão”, lamenta.

Em resposta ao Jornal do Centro, o secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho, garante que a situação está a ser acompanhada pelo município de Viseu e pela Comunidade Intermunicipal para que se encontre uma solução "tão rápida quanto possível".

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