23 out
Viseu

Região

BE critica autocarros "lotados" e fraca oferta de horários

por Redação

18 de outubro de 2020, 11:49

Foto Arquivo Jornal do Centro

Pessoas ficam "apeadas" porque autocarros "seguem lotados". Bloco de Esquerda pede reforço de veículos

CLIPS ÁUDIO

 

"O Bloco tomou conhecimento que vários autocarros do MUV (Mobilidade Urbana de Viseu) têm realizado viagens em incumprimento das normas da Direção-Geral da Saúde (DGS), segundo as quais os autocarros devem circular com um máximo de 2/3 da lotação. Situação que se verifica nomeadamente em vários horários da linha 15", denuncia o Bloco de Esquerda.

A Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda já tinha alertado para a escassa oferta de horários nas linhas da MUV, em comparação com o período antes da pandemia. "Já então se verificavam casos de sobrelotação, muitas vezes provocada pela diminuição do tamanho dos veículos. No mesmo comunicado chamou a atenção para outros casos no distrito".

Depois do regresso dos estudantes do 11.º e do 12.º às aulas, em regime presencial, e com o regresso ao trabalho de muitas pessoas, "temendo que a situação piorasse, o Bloco de Esquerda voltou a alertar para o facto de que a oferta disponível das linhas MUV não estaria a acompanhar o aumento de procura com o desconfinamento, provocando situações de incumprimento das normas da DGS e de incremento do risco para a saúde pública".

O Bloco acrescenta que, "neste momento, apesar desta sobrelotação relatada por vários utentes do MUV, há pessoas que ficam apeados na paragem, sem que o autocarro tenha capacidade para as recolher", dando como exemplo os alunos das várias escolas de Viseu que acabam por ter que recorrer à boleia dos encarregados de educação ou esperar pelo horário seguinte.

O partido entende que "os transportes públicos devem ser otimizados, no sentido de aumentar a sua capacidade de resposta, eventualmente através da criação de mais horários ou de desdobramentos nos horários de maior afluência (2 viaturas a realizar a mesma linha no mesmo horário)".

"Os transportes públicos poderão configurar uma alternativa de transporte fundamental no apoio às pessoas com quebras de rendimentos provocadas pela crise pandémica, mas para tal têm de configurar também uma alternativa segura", acrescenta.

Neste sentido, a Comissão Coordenadora Concelhia de Viseu do Bloco de Esquerda questionou a Câmara de Viseu, entidade responsável pelo MUV, sobre se tem "conhecimento das situações de sobrelotação e de falta de resposta às necessidades dos passageiros; qual o motivo para que ainda não tenham sido criados desdobramentos nos horários de maior afluência; que medidas irão ser tomadas que permitam solucionar estas situações de risco para a saúde pública no imediato e que medidas irão ser tomadas para que nenhum passageiro fique apeado, sem resposta de transporte público para as suas necessidades", rematam.

Também o Jornal do Centro aguarda por esclarecimentos da Câmara de Viseu. 

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts