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Bloco de Esquerda lamenta que piscinas de Lamego estejam fechadas desde 2018

por Redação

04 de fevereiro de 2020, 18:17

Foto Arquivo Jornal do Centro

Bloquistas pedem explicações à Câmara

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O Bloco de Esquerda (BE) lamentou esta terça-feira (4 de fevereiro) que as piscinas municipais cobertas de Lamego se mantenham encerradas desde 2018 e exigiu que o executivo camarário dê explicações à população sobre o que se está a passar.

Em comunicado, o Núcleo do Douro Sul do BE refere que as piscinas foram construídas durante o executivo liderado por Francisco Lopes, tendo a sua gestão ficado a cargo da empresa Lamego Com Vida (até à sua dissolução).

“Desde junho de 2018 que as piscinas municipais cobertas se encontram encerradas e sem data de previsão para a sua reabertura. O encerramento, inicialmente justificado por reparações técnicas, é hoje, em 2020, uma total incógnita para os utentes”, lamenta.

O BE acusa o executivo de ser “incapaz de investir em infraestruturas contributivas para a qualidade de vida dos munícipes e inapto a fomentar investimento benéfico e sustentável para o concelho de forma a estimular o seu desenvolvimento”.

“Não se pode compreender o encerramento de uma infraestrutura que se tornou parte da rotina de muitas e muitos lamecenses”, considera, acrescentando que o executivo deve “dar a conhecer a toda a população os verdadeiros problemas existentes nas piscinas cobertas” e as medidas que pretende tomar.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da autarquia, Ângelo Moura, explicou que as piscinas cobertas “foram encerradas para proceder a obras de recuperação relacionadas com problemas estruturais de grande monta”, que implicaram um investimento de cerca de 200 mil euros.

O autarca disse que foi necessária uma intervenção ao nível do tanque principal, que tinha ruturas que implicavam perda de água permanente, “defeitos que a obra apresentava já há alguns anos”.

“A piscina foi mantida em funcionamento não obstante esses problemas estruturais, que se foram avolumando ao longo dos anos e obrigaram agora a uma intervenção profunda”, frisou.

Segundo Ângelo Moura, “foi necessário exigir a responsabilidade da empresa construtora e acionar as garantias, num processo de envolveu a vertente jurídica, deliberações políticas e, finalmente, a execução das obras”.

“Iniciaram-se as obras em fins de 2018, cumprindo-se o prazo de execução. No decurso das mesmas foi detetada a necessidade de outras intervenções, devido a defeitos e anomalias que se impôs corrigir, fase esta que ainda se encontra em curso”, explicou, garantindo que, “tão breve quanto possível, o equipamento será devolvido à utilização dos lamecenses”.

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