Foto Arquivo Jornal do Centro
Os estabelecimentos de comércio e restauração na região de Viseu aguardam com expetativa o plano de desconfinamento que vai ser apresentado esta quinta-feira (11 de março) pelo Governo.
O presidente da Associação Comercial de Viseu, Gualter Mirandez, assume que as expectativas são “muitas elevadas, atendendo ao tempo em que estamos encerrados e a todos os problemas que isso traz” e espera que o Governo anuncie desde já a reabertura das lojas do comércio e dos cabeleireiros.
O comerciante garante que os estabelecimentos já demonstraram que cumprem com todas as regras de segurança face à Covid-19. “Eu creio que, já no anterior desconfinamento, o pequeno comércio de bairro cumpria escrupulosamente as regras aconselhadas pelas autoridades de saúde. Os cabeleireiros e os barbeiros, que tanta falta estão a fazer, também cumprem as normas”, afirma.
Gualter Mirandez garante que o comércio está pronto para o desconfinamento, mas admite que possa haver negócios que só irão reabrir de forma gradual. Por isso, o presidente da Associação Comercial teme que estabelecimentos como os cafés e os restaurantes abram depois da Páscoa.
“O que se vai ouvindo é que a maior parte dos estabelecimentos só abrirá depois da Páscoa. Antevejo um desconfinamento gradual onde há setores que não vão abrir logo e estamos com algum receio que os cafés, os restaurantes e mais lojas do comércio continuem encerrados e só possam abrir depois da Páscoa”, afirma.
Já o presidente da delegação de Viseu da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Jorge Loureiro, não exige uma data em concreto para a reabertura.
“Estamos com expetativa, mas ela assenta na necessidade e na urgência que temos de começar a ter alguma vida e atividade empresarial. Mas não sabemos exatamente o que vai acontecer”, afirma. Contudo, o empresário pede previsibilidade ao Governo.
“O que temos colocado em cima da mesa é que haja previsibilidade. Queremos que, quando isso acontecer, haja realmente condições de podermos ter futuro e não termos daqui a um ou dois meses o mesmo cenário de encerramento, porque não há paciência e não há condições”, lembra.
Jorge Loureiro pede ainda coerência na reabertura e clareza ao Governo, para que “possamos ter um quadro de funcionamento onde as regras sejam claras e possamos perceber porque é que estamos condicionados ou não”.
O presidente da delegação de Viseu da AHRESP lembra ainda que são precisas mais ajudas para que as empresas se mantenham de portas abertas.
Esta quarta-feira (10 de março) o Governo dá a conhecer o plano numa reunião da concertação social.

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