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Coronavírus: reina a confusão nas lojas. Empresários da região aplaudem medidas de emergência

por Redação

20 de Março de 2020, 13:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

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As medidas anunciadas, na quinta-feira (19 de março), pelo primeiro-ministro António Costa para o estado de emergência em Portugal já mereceram reações por parte dos patrões da região de Viseu.

Por exemplo, já reina a confusão no comércio. Os agentes policiais estão a mandar fechar as lojas. Mas o presidente da Associação Comercial de Viseu, Gualter Mirandez, garante ao Jornal do Centro que os espaços ainda podem continuar de portas abertas porque as medidas anunciadas pelo governo ainda não viraram lei.

“Os agentes de segurança estão a obrigar, às poucas lojas que estejam abertos, que fechem, o que não é correto. Uma coisa é a comunicação do primeiro-ministro, outra é a obrigatoriedade. Enquanto a comunicação não for lei, a única informação que temos é aquela do primeiro-ministro. E a comunicação vale o que vale”, explica.

Já do lado das empresas, o presidente da Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV), João Cotta, aplaude as decisões do Governo, sustentando que elas permitem a muitas companhias continuarem em laboração.

“Houve a preocupação de minimizar os impactos na vida das pessoas e das empresas. O país não pode parar, as empresas têm de continuar a produzir e as pessoas têm de continuar a trabalhar, até para a sanidade mental. Portanto, parece-me, dentro de um cenário que se avizinhava muito negro, acabou por ser não tão negro como se pensava. Parece-me que houve a preocupação de não massacrar demasiado a vida económica”, afirma ao Jornal do Centro.

O empresário mostra-se ainda satisfeito com os apoios dados à tesouraria e em matéria de impostos, atribuídos às empresas. “Os impostos que tínhamos de pagar à Segurança Social foram adiados, e é uma ajuda importante porque vários empresários estavam aflitos para honrar esses compromissos e deixaram de receber. As empresas estão muito preocupadas e uma das medidas que tomam é não pagar aos fornecedores”, diz.

João Cotta sublinha que é importante dar liquidez às empresas e que as linhas de crédito sejam rapidamente disponibilizadas.

Por outro lado, o presidente da delegação de Viseu da AHRESP – Associação de Hotelaria e Restauração, Jorge Loureiro, sublinha que o fecho dos estabelecimentos já era esperado, mas defende que é preciso ajudar o setor, mostrando-se preocupado com a sustentação das famílias que dependem do ramo.

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