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Covid-19: Centro Hospitalar Tondela-Viseu é o que está com maior pressão na região Centro

por Redação

28 de janeiro de 2021, 16:08

Foto Arquivo Jornal do Centro

Unidade de Cuidados Intensivos lotada. Ocupação de camas em enfermaria é de 95 por cento

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O Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) é nesta quinta-feira (28 de janeiro) o hospital em maior pressão da região Centro por causa da Covid-19, segundo dados fornecidos ao Jornal do Centro pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro. 

No Hospital São Teotónio, em Viseu, estão 272 doentes internados com Covid-19, dos quais 248 em enfermaria e 24 em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), o que corresponde a uma taxa de ocupação de 95 por cento em enfermaria e de 100 por cento na UCI. 

Também com a UCI lotada se encontra a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco. Em enfermaria, a capacidade é de 88 por cento. 

Com 90 por cento de taxa de ocupação dos intensivos estão os centros hospitalares do Baixo Vouga e Universitário de Coimbra. Em enfermaria, a taxa de ocupação é de 81 por cento na primeira unidade e 96 por cento na segunda. 

O Centro Hospitalar e Universitária da Cova da Beira é a terceira unidade em maior pressão na unidade de intensivos, com uma taxa de ocupação de 88 por cento. Em enfermaria, a seguir ao CHTV, é o segundo com mais doentes internados, com 97 por cento. 

O Centro Hospitalar de Leiria é o que, para já, tem menos doentes internados em UCI - 80 por cento. As camas de enfermaria estão ocupadas em 93 por cento. 

O Hospital da Figueira da Foz, apenas com doentes Covid-19 internados em enfermaria, ocupa já, 92 por cento do total de camas. 

 

Hospital de Viseu tem tido “uma pressão constante”, diz Ordem dos Médicos

O presidente da secção regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, diz que o Hospital de Viseu está a sofrer “uma pressão constante e muito grande”, mas que está a ser aliviada pelo hospital de campanha do Pavilhão do Fontelo.

“Eu elogio o papel que essa unidade (do Fontelo) está a desenvolver, que é uma espécie de prolongamento do Hospital e acaba por aliviá-lo, sobre o qual tem uma enorme responsabilidade”, afirma.

Carlos Cortes alerta que a pressão de internamentos pode levar a falhas técnicas, como a da falta de oxigénio que aconteceu no Hospital Amadora-Sintra. O presidente da Ordem dos Médicos do Centro garante que a instituição teve conhecimento de dificuldades registadas noutros hospitais.

“Esta pressão de doentes tem um grande impacto sobre um hospital e os seus recursos humanos e também impacto técnico. Nenhum hospital pode estar livre ou dizer que não terá o mesmo problema. A Ordem dos Médicos teve conhecimento de outras unidades onde houve dificuldades em termos de fornecimento de oxigénio e isso está a acontecer em muitos hospitais porque a estrutura nunca esteve preparada para uma pressão desta forma”, remata.

 

1399 internados na região Centro. 133 na unidade de cuidados intensivos

Segundo os mesmos dados da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, há 1.399 pessoas internadas com Covid-19 (mais sete do que no dia anterior), das quais 1.266 em enfermaria (+5) e 133 em unidades de cuidados intensivos (+2). Destes, 104 então sujeitos a ventilação (+4).

Houve ainda a registar 132 altas de enfermaria e uma alta de unidade de cuidados intensivos. Registaram-se na quarta-feira (dia 27) 40 óbitos em meio hospitalar, oito dos quais no Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV).

A ARS dá ainda nota de que os hospitais de região Centro receberam, também na quarta-feira, um reforço de 27 camas em enfermaria para doentes Covid-19.

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