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Covid-19: Escola Secundária Alves Martins avança com testes rápidos

por Redação

08 de novembro de 2020, 13:04

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, avançou já com a realização de testes rápidos à covid-19 a professores e funcionários, ainda antes do Governo ter aprovado esta possibilidade em estabelecimentos de ensino, saúde, lares, escolas, prisões e nas chegadas a Portugal por via aérea e marítima.

A realização destes testes não invalida o uso dos testes com zaragatoa sempre que seja necessário ou as pessoas reencaminhadas pelo Serviço Nacional de Saúde, mas, segundo a comunidade escolar, “deixa um conforto e uma segurança nas pessoas”.

“Ajuda a criar um ambiente de segurança, nomeadamente a quem está no atendimento ao público”, salienta um docente da escola que lembra que neste estabelecimento, um dos maiores da cidade de Viseu, “ainda não houve nenhum caso”. Outro procedimento que, diz a mesma fonte, tem ajudado a evitar problemas, é o facto da escola logo que tem conhecimento que o familiar de algum aluno aguarda pela realização de testes ou tem sintomas. O estudante é mandado para casa e a escola justifica as faltas.

Aprovado pelo Conselho Pedagógico, acabou por ser a própria Associação de Pais a oferecer os testes. “É um mecanismo que assegura alguma tranquilidade, nunca descurando todo o protocolo. Quem tem sintomas sabe que tem de ligar para a linha SNS24 e ficar em isolamento”, salienta a mesma fonte que é da opinião que este sistema deveria ser alargado a todas as escolas e outros organismos.

E foi já este domingo, depois da reunião do Conselho de Ministros extraordinário sobre o estado de emergência que vai vigorar entre segunda-feira e 23 de novembro, que António Costa precisou que uma das medidas é a “possibilidade da realização de testes de diagnóstico no acesso a um conjunto de espaços e ou instituições”, nomeadamente testes antigénios, de caráter mais rápido.

“Prevemos a possibilidade de poder ser exigida a realização de testes rápidos para acesso a estabelecimentos de saúde, lares, estabelecimentos de ensino, na entrada e saída do território nacional, seja por via aérea e por via marítima, nos estabelecimentos prisionais e ainda em outros locais que venham a ser definidos pela Direção-Geral da Saúde como podendo ser objeto da realização dos testes rápidos”, elencou o chefe de Governo.

Apontando que, “hoje, felizmente, já estão disponíveis não só testes de diagnóstico que levam bastantes horas a termos resposta, como começam a ser vulgarizados os testes antigénios que podem dar respostas em curto espaço de tempo”, António Costa assegurou que o país tem estado a adquirir doses deste tipo de despiste mais rápido.

Neste estado de emergência, passa também a estar legislada uma outra medida, esta já em vigor, que diz respeito à medição da temperatura corporal, dado que febre é um dos sintomas da covid-19.

“O controlo da temperatura, já tem vindo a ser praticado e de forma relativamente pacífica, nos locais de trabalho, estabelecimentos de ensino, meios de transporte, espaços comerciais”, mas agora será “regulamentado no estado de emergência para que não haja dúvidas jurídicas sobre a possibilidade da imposição deste mecanismo de controlo”, adiantou António Costa.

Além destas medidas, foi decretado o recolher obrigatório entre as 23h00 e as 05h00 nos dias de semana, a partir de segunda-feira e até 23 de novembro, nos 121 municípios mais afetados pela pandemia, dos quais sete são do distrito de Viseu.

O executivo determinou ainda que, ao fim de semana, o recolher obrigatório se inicia a partir das 13h00 nos mesmos 121 concelhos.

"Temos a nítida noção de que o convívio social tem um contributo muito importante para a disseminação" do contágio e que a propagação se desenvolve no período pós-laboral, afirmou António Costa.

Relativamente à circulação dos transportes publicos o primeiro-ministro assegurou que "não há qualquer alteração ao horário dos transportes públicos", uma vez que continuarão a funcionar para levar e trazer as pessoas que vão trabalhar.

Deste recolher obrigatório excetuam-se “situações de pessoas que têm de ir trabalhar, pessoas que regressam do trabalho a sua casa e pessoas que têm de sair por motivo de urgência, seja para ir a um estabelecimento de saúde, a uma farmácia ou acudir a algum familiar que esteja doente”, elencou António Costa.

 

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