Foto Arquivo Jornal do Centro
As escolas da região de Viseu ainda não sabem ao certo a data do arranque para a campanha de testagem massiva à Covid-19 prometida pelo Governo. No entanto, alguns agrupamentos já receberam um pedido de listagens sobre quem vai ser testado.
A reabertura das escolas tem sido reivindicada há algum tempo e o Governo já garantiu que o desconfinamento deve arrancar com elas. A tutela quer fazer 400 mil testes rápidos à Covid-19 de 14 em 14 dias e, para as escolas, já aprovou em Conselho de Ministros uma verba de cerca de 20 milhões de euros para a realização de testes rápidos na escola pública.
A diretora do Agrupamento de Escolas de Sátão, Helena Castro, acredita que a testagem em massa da população escolar deve arrancar ainda antes do fim de março. Segundo esta responsável, o Agrupamento já está a preparar-se para testar toda a comunidade educativa.
“Nós já estamos a organizar e a fazer o que o Ministério nos pediu. Já testámos, durante três semanas, um grupo e todos deram negativo. Agora, vai-se voltar a fazer, mas decerto que não demorará muito. É possível que a testagem comece não na semana que vem, mas na outra”, explica.
Helena Castro aguarda por uma operação cujo processo será “mais ou menos o mesmo em relação à testagem anterior”.
Entretanto, o Agrupamento de Escolas Cândido Figueiredo, em Tondela, já recebeu alguma documentação sobre as testagens, incluindo um documento de consentimento que, segundo a diretora Helena Gonçalves, “deverá ser preenchido pelo encarregado de educação declarando que autoriza ou não que o seu educando seja testado”. “O mesmo acontece com os adultos em funções de escola, isto é, o pessoal docente e não-docente”, acrescenta.
Helena Gonçalves diz ainda que não recebeu qualquer outra informação sobre a vacinação.
Já o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares e diretor do Agrupamento de Escolas Serpa Pinto em Cinfães, Manuel Pereira, afirma que não recebeu ainda nenhuma informação. Apesar de ver a testagem como uma “boa medida”, entende que esta operação será complexa e vai exigir muita organização.
“Estamos a falar de cerca de um milhão e 250 mil pessoas entre professores, assistentes operacionais e alunos. Sabemos que não é fácil organizar um sistema que permite testar regularmente todos eles”, realça.
Mas Manuel Pereira também defende a vacinação aos professores e funcionários das escolas como forma de salvaguardar a segurança nos estabelecimentos de ensino.
“Achamos que seria mais importante considerar os professores e os profissionais de educação como trabalhadores essenciais e prioritários na vacinação. Seria um passo muito importante para transformar as escolas em locais seguros e garantir à comunidade e aos encarregados de educação que os filhos estão seguros e não correm muitos riscos”, afirma.

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