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Deputados do PS querem nova Barragem de Fagilde no Plano de Recuperação e Resiliência

por Redação

22 de fevereiro de 2021, 18:07

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Os deputados do PS eleitos por Viseu no Parlamento querem ver incluída no Plano de Recuperação e Resiliência a construção da nova Barragem de Fagilde.

O programa já está em discussão pública e os parlamentares socialistas querem aproveitar o debater para sensibilizar para o problema da falta de água nos concelhos que são servidos por esta infraestrutura.

O deputado João Azevedo garante que serão usados “os instrumentos que estão ao nosso dispor” para propor a alteração.

“Queremos incluir a resolução do problema do abastecimento de água, nomeadamente em Viseu, Mangualde, Penalva, Nelas e Sátão, usando o Plano como um instrumento de candidatura e resolução de problemas porque a questão hídrica é fundamental para que possamos ter aqui resposta adequada ao consumo humano de água e ao abastecimento aos serviços públicos e à indústria”, explica.

João Azevedo também defende a construção de novas estações de tratamento de água e o uso para fins industriais das águas tratadas.

A construção da nova barragem é também um dos projetos reivindicados pela empresa intermunicipal Águas da Região de Viseu, que espera contar com a ajuda dos fundos europeus.

João Azevedo considera que o Plano de Recuperação e Resiliência pode antecipar a concretização do projeto. “Este programa está definido e trabalhado, mas achamos que pode servir para antecipar este investimento”, refere.

O Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, para aceder às verbas comunitárias pós-crise da Covid-19, prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções.

Depois de um rascunho apresentado à Comissão Europeia em outubro passado e de um processo de conversações com Bruxelas, o Governo colocou a versão preliminar e resumida do PRR em consulta pública, no qual estipula "19 componentes, que integram por sua vez 36 reformas e 77 investimentos".

No documento, estão também previstos 2,7 mil milhões de euros em empréstimos, mas fonte do executivo garante que "ainda não está assegurado" que Portugal irá recorrer a esta vertente do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, o principal instrumento do novo Fundo de Recuperação da União Europeia.

Previsto está que a maior fatia (61%) das verbas do PRR se destine à área da resiliência, num total de 8,5 mil milhões de euros em subvenções e de 2,4 mil milhões de euros em empréstimos.

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