04 Jun
Viseu

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Desconhecido marca a reabertura das creches na região

por Redação

11 de Maio de 2020, 18:44

Foto Igor Ferreira

Creches podem abrir as portas a 18 de maio, mas há algumas que aguardam por mais certezas do que dúvidas

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As creches podem reabrir as portas na próxima segunda-feira (18 de maio), mas a valência da Santa Casa da Misericórdia de Lamego só vai abrir depois de todos os funcionários serem testados à Covid-19. A instituição está também à espera de receber todas as normas da Direção-Geral de Saúde e do Ministério da Segurança Social.

O provedor da Santa Casa, António Marques Luís, avisa já que há regras que vão ser difíceis de implementar, “em função da idade das crianças e de todo o relacionamento que existe entre as crianças e as educadoras”.

“Há algumas coisas que parecem academicamente interessantes, mas que, na realidade, são utopias que não podem ser levadas a prática porque o processo de aprendizagem das crianças não vai permitir o distanciamento e a impossibilidade de comunicação entre elas. Há coisas que são impraticáveis”, considera o responsável.

“Já estamos a iniciar o processo de reorganização das instalações. Estamos a dar formação aos funcionários no equipamento de proteção que devem usar. A higienização será muito mais intensiva e haverá um desfasamento dos horários das refeições. O horário de abertura e encerramento será inferior ao que era habitual”, acrescenta.

Apenas cinco pais manifestaram interesse em voltar a ter os filhos numa creche que antes era frequentada por 40 crianças. António Marques Luís assume que o medo vai marcar o regresso dos mais novos.

“Ainda há um enorme grau de medo, receio e desconfiança em relação a este processo. De qualquer maneira, iremos começar e até é bom que seja assim, porque, com crianças, é necessário criar rotinas para depois ser possível as coisas funcionarem melhor”, diz o provedor da Misericórdia de Lamego.

 

Creche de Povolide só abre no dia da criança

Já a creche do Centro Social de Povolide, em Viseu, só vai abrir portas a 1 de junho. A diretora técnica, Daniela Santos, diz que a decisão foi tomada após a instituição ter consultado os pais.

“Eu fiz uma pequena sondagem e a opinião dos pais é que seja alargado o prazo. Vamos ter medidas de higiene, mais do que o habitual, e os meninos não vão entrar com os sapatos de rua. Têm sapatinhos para andar na instituição. Os pais não vão ter sequer contacto com a instituição. Vamos ter mais cuidado com a higiene dos espaços e dos meninos”, explica.

Quanto aos riscos, Daniela Santos acredita que, se as regras forem cumpridas, tudo vai correr tudo bem.

“Tivemos todos os cuidados de higiene e proteção. As funcionárias estão com equipamentos de proteção, como máscara, touca, viseiras e, se necessário, óculos. Temos desinfetantes de superfícies e de mãos. Creio que, se continuarmos estes cuidados, não há grande risco de infeção”, conclui a diretora.

A Ricaratinhos, em Viseu, também está a preparar tudo para reabrir a 18 de maio.

A diretora Juliana Silva diz que já estão a ser feitos os trabalhos de limpeza e desinfeção, deixando ficar brinquedos “que sejam laváveis e mais fáceis de desinfetar”.

“Estamos a reorganizar as salas, para que os meninos possam entrar e fazerem uma rotina minimamente normal em relação ao que faziam antes. Nós vamos fazer a medição da temperatura das crianças com termómetros infravermelhos. As crianças vão ter de usar um calçado diferente na instituição e as colaboradoras vão estar de máscara”, explica.

Entre as regras impostas às creches para reabrirem, estão o encerramento de espaços não utilizadores, a existência de um dispensador de gel desinfetante por sala, o distanciamento entre crianças nas pausas e espaços de refeição, o espaçamento de dois metros entre elas e a não-partilha de brinquedos e materiais didáticos.

Os pais não podem entrar nas creches, devendo a entrega e receção das crianças ser feita de forma individual.

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