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Diretor dos centros de saúde diz que esteve prestes a morrer por causa da Covid-19

por Redação

16 de julho de 2020, 16:46

Foto Arquivo Jornal do Centro

António Cabrita Grade, em entrevista ao Espaço Atualidade, contou tudo sobre o tempo em que esteve doente por causa do novo coronavírus

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O diretor do Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões, António Cabrita Grade, falou, em exclusivo ao Jornal do Centro, sobre o tempo em que esteve doente por ter sido infetado com o novo coronavírus.

Em entrevista ao programa Espaço Atualidade, o médico adianta que viveu tempos difíceis e muito dolorosos e diz mesmo que esteve duas vezes sob o risco de morrer perante uma “situação irreversível”.

“De facto, apagaram-me porque tive de estar ligado à máquina, como as pessoas costumam dizer. Tive alguns períodos de melhoria, mas com o meu estado clínico tive períodos em que quase se pensava que eram situações sem retorno. Eu não tinha qualquer tipo de consciência. A minha esposa, a minha filha e a minha neta, de 15 meses, foram confrontadas duas vezes com a ideia de que estivessem preparadas para o pior possível”, relata.

Sobre o atual momento da pandemia, Cabrita Grade relembra que o vírus “não morreu” e ainda anda por aí. “Este vírus está aqui, está nas nossas comunidades, está a circular. Portanto, temos a capacidade de ter aqui uma resposta de todos nós, que somos responsáveis por conter a disseminação de cadeias de contaminação”, lembra.

Cabrita Grade esteve à conversa no programa Espaço Atualidade, que pode acompanhar em www.jornaldocentro.pt.

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