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Estado de emergência: Polícia Municipal diz que regras estão a ser cumpridas na generalidade

por Redação

29 de novembro de 2020, 17:00

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Em mais um fim de semana de recolher obrigatório e proibição de circulação entre concelhos, a Polícia Municipal de Viseu voltou a estar no terreno com ações de fiscalização. Na noite de sábado, mais de uma dezena de estabelecimentos comerciais foram fiscalizados e, de acordo com o comandante Marco Almeida, a maioria está a cumprir com as regras. Durante o dia, a ação recaiu sobre a circulação automóvel.

Às 21h30 são dadas as últimas informações à equipa de 12 agentes que vai patrulhar várias zonas da cidade onde normalmente há uma maior concentração de bares e cafés. Parte-se para a zona de Jugueiros, zona de estudantes dada a proximidade ao Instituto Politécnico de Viseu. A meia hora do horário de encerramento, o que os agentes levam é o aviso de que falta pouco para a obrigatoriedade de fechar portas. Confirmam se há ou não pessoas a mais nos espaços, se o distanciamento está a ser cumprido, assim como o uso da máscara. Pedem as licenças e verificam se tudo está conforme a lei. As 22h00 estão a chegar e já se começa a ver o movimento dos jovens a sair dos espaços para terem de ir para casa. “Tem de se cumprir, é para o bem de todos”, dizia Vasco Fernandes. Nem todos concordam e alguns até interpelam a polícia indignados por estarem ser advertidos. “Mas, de forma geral, à chegada dos agentes os clientes acabam por acatar as ordens de forma voluntária”, confirma o comandante que explica que a ação passou por Jugueiros por ser um dos pontos onde mais problemas costuma haver.

“Temos uma ou outra situação de denúncias de moradores por causa dos ajuntamentos e do ruído aqui numa zona residencial”, confirmou. Nesta noite, talvez por causa da chuva, nada se viu.

Próxima paragem: zona histórica. À chegada apenas a chuva a receber os agentes e uma ou outra luz que ainda se via em alguns estabelecimento que terminavam as limpezas. Na Praça D. Duarte, apenas dois pequenos grupos. Um esperava pelo táxi para os levar a casa. O outro aguardava que a “chuva acalmasse”. Tirando isso, só os trabalhadores dos cafés e restaurantes que davam por concluída mais uma noite a fechar mais cedo e a regressar, apressadamente, a casa.

“Até à data tem se verificado um cumprimento generalizado no concelho. Também o cumprimento de dever de recolher tem sido acatado. Verificou-se não só agora neste fim de semana, mas também no anterior em que a partir das 13h00 existia o dever de permanecer no domicílio”, concluiu, no final de mais uma noite de patrulha, o comandante Marco Almeida. O responsável lembrou, ainda, que neste estado de emergência ainda não houve necessidade de passar multas. “A nossa ação parte da sensibilização. Há sempre uma primeira abordagem pedagógica. Não quer dizer que se for necessário não seja feita uma advertência e que se reincidir o estabelecimento é multado, mas até agora não foi preciso”, concluiu.

 

 

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