15 Ago
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Ex-governador civil de Viseu integra Observatório do Vinho do Porto

por Redação

22 de Maio de 2020, 11:41

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O Observatório do Vinho do Porto anunciou recentemente a eleição dos seus primeiros órgãos sociais, nos quais faz parte o ex-governador civil de Viseu, antigo presidente do Instituto Politécnico e cronista do Jornal do Centro, João Pedro Antas de Barros.

O presidente é o vice-reitor da Universidade Portucalense, Carlos Brito. O novo responsável defende o desenvolvimento de uma campanha internacional para incentivar o consumo e a reposição do “selo à cavaleiro”, obrigatório no gargalo das garrafas até 2018.

O novo organismo tem como mote “a defesa do vinho Porto, visando dar voz à lavoura duriense”.

“Esta é uma altura exigente que obriga que todas as entidades e instituições têm de estar ativas e em alerta. Sendo o setor do vinho do Porto um dos pilares da economia e da imagem de Portugal no mundo, é preciso reforçar a atenção que sobre ele incide”, afirmou, em comunicado, Carlos Brito.

O Observatório defende “a utilização das reservas financeiras no lançamento de uma campanha internacional em prol do consumo do vinho do Porto com o fim de minimizar os efeitos que certamente se irão fazer sentir na região durante a vindima”.

Estas reservas são referentes às verbas do saldo de gestão do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), superiores a 10 milhões de euros.

“É fundamental desenvolver uma campanha promocional do vinho do Porto com agências especializadas, com início já em julho/setembro do corrente ano com o fim de reduzir o efeito do confinamento mundial, exatamente no momento em que alguns países começam a reativar o comércio”, afirmou o presidente.

A primeira ação lançada pelo Observatório foi a petição nacional “Salvem a genuinidade do vinho do Porto e Douro”, que defende a reposição do “selo à cavaleiro”, um selo de garantia que era obrigatório colocar no gargalo das garrafas de vinho do Porto até 2018.

“Vamos reforçar a nossa ação pela reposição do selo à cavaleiro. É crucial que esta marca volte ao gargalo das garrafas, senão tememos que em plena crise mundial todo o trabalho de promoção do vinho do Porto se dilua e a região duriense venha a enfrentar uma crise sem precedentes. Este é o momento da Região Demarcada do Douro e das instituições que a defendem tomarem uma posição firme”, defendeu Carlos Brito.

Durante 80 anos e até 2018, o vinho do Porto só podia ser comercializado exibindo no gargalo da garrafa o respetivo selo de garantia, aprovado e emitido pelo IVDP.

Nesse ano, o Governo decidiu tornar facultativa a colocação do clássico selo de cavaleiro no gargalo das garrafas, que pode, agora, ser colocado no contrarrótulo.

Dois anos depois, o Observatório decidiu avançar com a petição que defende a “revogação imediata do decreto-lei 06/2018” e conta com 300 assinaturas ‘online’.

Além de Antas de Barros e de Carlos Brito, o Observatório junta ainda nomes como Luciano Vilhena Pereira, antigo presidente do IVDP, Manuel Joaquim Poças Pintão, exportador de vinho do Porto, Albino Jorge da Silva e Sousa, exportador de vinho do Porto e auditor dos cursos de Defesa Nacional, e Mário Correia Cerqueira, antigo governador civil do Porto e grão-mestre da confraria do Vinho Verde.

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