25 Set
Viseu

Região

Ligar para os centros de saúde da região é uma “dor de cabeça” para os utentes

por Redação

05 de Agosto de 2020, 16:15

Foto Igor Ferreira

Desde o início da pandemia que quem precisa de uma consulta tem que telefonar para as unidades de saúde para ser visto por um médico, mas há centenas de chamadas telefónicas que ficam por atender por incapacidade das linhas

CLIPS ÁUDIO

Multiplicam-se as queixas dos utentes que ligam para os centros de saúde da região. Os doentes reclamam que ninguém atende os telefones. 

Desde o início da pandemia que quem precisa de uma consulta tem que telefonar para as unidades de saúde para ser visto por um médico, mas há centenas de chamadas telefónicas que ficam por atender por incapacidade das linhas.

Uma utente contou ao Jornal do Centro que há três semanas que liga para o Centro de Saúde de Mangualde e a chamada nunca é atendida, a diferentes horas do dia. Críticas que se repetem noutros concelhos.

Ao Jornal do Centro, o diretor do ACES - Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões, António Cabrita Grade assume que os utentes têm razão de queixa.

“É de facto um constrangimento que vamos sentindo até porque os utentes nos fazem chegar reclamações. O problema que nos é relatado é de que as pessoas ligam para as diferentes unidades e que chama, chama e ninguém atende. É verdade. Em alguns locais conseguimos fazer a destrinça entre o som de que a chamada está a ser concretizada ou quando o número está ocupado. Nesta situação o sinal é praticamente igual e não temos a noção de que os números estão ocupados. Mas estão. Porque o volume de chamadas que temos é muito grande”, explica o clínico.

O responsável pelos Centros de Saúde Dão Lafões garante que a Administração Regional de Saúde do Centro, bem como o Ministério da Saúde conhecem a situação “que se agravou dado o grande volume de solicitações e de contactos que os utentes têm com as unidades” e garante uma solução para breve. 

“Julgamos que, a curto prazo, aproveitando algumas modificações tecnológicas que já são possíveis, iremos ter soluções mais abrangentes e adequadas às situações que vamos vivendo”.

António Cabrita Grade deixa, ainda, um apelo aos doentes.

“Que façamos a utilização das linhas de acesso às unidades de saúde de uma forma consciente e de acordo com as necessidades que cada um de nós pode ter de obter resposta das nossas unidades”, conclui.

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts