01 Jun
Viseu

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Iniciativas em Mangualde e Vouzela, contra a exploração dos trabalhadores

por Redação

21 de Maio de 2020, 17:12

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O PCP Viseu esteve, esta tarde de quinta-feira (21 de maio), numa ação de informação junto dos trabalhadores da PSA Mangualde e da Faurecia Vouzela, contra a alegada exploração em tempo de pandemia.

Em declarações ao Jornal do Centro, João Abreu, da Organização Regional de Viseu, justifica a iniciativa pelo facto de várias empresas terem “atentado contra os direitos dos trabalhadores, aproveitando o combate ao vírus e a crise”.

“Nós consideramos que os direitos não estão em quarentena. No nosso distrito, já denunciámos sobre a Patinter, a Mazur, a Huf e outras empresas. Umas despediram os trabalhadores de forma indevida, outras forçaram-lhes a tirar férias e mais outras alteraram os horários e incumprem as regras de higiene e segurança no trabalho”, diz.

João Abreu dá como exemplo a PSA Mangualde, que, alega, não tem aumentado os salários nos últimos anos. “A fábrica bateu recordes de produção no ano passado e, há dez anos, não há aumentos salariais. É uma coisa que não se compreende: distribuir aos acionistas 3,2 mil milhões de euros de lucro e negar milhares de euros para aumentar os salários de quem produz riqueza e está na linha da frente da criação dos lucros”, afirma.

João Abreu lamenta ainda que os apoios do Governo não cheguem a todos, dizendo que assim “não é possível recuperar a economia”.

“Não é possível recuperar o rendimento dos trabalhadores, canalizando os subsídios e apoios para o grande patronato. Mas, para os produtores de cereja e de carne arouquesa ou para os trabalhadores das micro e pequenas empresas, não há dinheiro para que a atividade se processe, o mercado interno se dinamize e os trabalhadores não percam rendimentos”, conclui o comunista.

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