04 Jun
Viseu

Região

Pode ir à praia, mas e se for fluvial ou artificial?

por Redação

23 de Maio de 2020, 08:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

Praias fluviais aguardam normas. Em Mangualde, a praia que não é de mar salgado também espera pela legislação. A principal recomendação é que, nesta retoma dos serviços turísticos a pensar no verão, seja assegurado o distanciamento físico e reforçada a desinfeção

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Com muitos condicionalismos, mas “chegou o tempo” das praias fluviais voltarem a ser o refúgio de banhistas. Pelo menos é o que se espera, caso o governo avance com legislação para que o usufruição destes equipamentos seja feita em condições de segurança para a saúde pública.

As negociações com os municípios, juntamente com as autoridades de saúde, têm estado a decorrer e os autarcas aguardam com expetativa o “desconfinamento” destes espaços que são, em muitos casos, o chamariz turístico dos municípios.

Enquanto não há legislação, os responsáveis contam com o “bom senso” dos banhistas e tomam também as suas precauções. É o caso do Sátão onde está uma das praias – Trabulo - mais visitadas na época balnear. Todos os anos, a praia abre oficialmente a 15 de junho, mas este ano tudo dependerá das orientações, como explica o presidente da autarquia.

“Estamos preparados para abrir a praia desde que seja autorizada essa abertura. Temos os nadadores-salvadores prontos e o que for necessário, mas só será aberta quando houver legislação. Até lá, e porque o bar já está em funcionamento, temos um cartaz em que se lê que atendendo à situação de pandeia, a praia está encerrada por tempo indeterminado”, esclarece Paulo Santos, adiantando que isso não impede que as pessoas andem por aquele espaço. “Mas a Câmara não assume responsabilidade e o cartaz diz explicitamente isso e para não ir para a água”, reforça.

O autarca está convencido de que à semelhança com o que já foi feito com o “desconfinamento” para as praias de água salgada, também as fluviais vão der alvo de regras e normas, mas mesmo com os condicionalismos vão abrir. “Temos de pôr o país numa situação de normalidade possível e para o Sátão é importante que esta reabertura. É bom que as pessoas venham até ao interior e disfrutem do que cá temos”, salienta o presidente da Câmara.

A opinião é partilhada por muitos colegas autarcas que mesmo com condicionalismos preferem ver os espaços desconfinados. Fazem, no entanto, a ressalva de que há uma diferença entre praias fluviais e zonas de lazer com rio. No primeiro caso, são praias vigiadas e com infraestruturas como, por exemplo, balneários. Já as segundas são “recantos” mas sem uma concessão ou entidade responsável. Ainda assim, alertam os autarcas, “é preciso bom senso por parte da população”.

Com várias zonas espalhadas pelo distrito, as autarquias já fizeram saber que o turismo local é seguro, apelando aos turistas a descobrirem a região.

No distrito de Viseu, entre praias fluviais e zonas de lazer, estão sinalizadas quase uma centena de espaços que este ano, ao que tudo indica, vão ser o destino de férias de muitos portugueses.

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