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Portagens mais baratas na A25 e na A24 a partir de julho

por Redação

26 de fevereiro de 2020, 10:21

Foto Arquivo Jornal do Centro

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26 fev 2020

Francisco Almeida - Comissão de Utentes contra as Portagens na A25, A24 e A23

26 fev 2020

Francisco Almeida diz que é preciso acabar com as portagens

Os utilizadores mais frequentes das antigas autoestradas SCUT, incluindo a A25 e a A24 (que servem o distrito de Viseu), podem ter descontos até 40 por cento a partir deste próximo verão, no mês de julho.

Os descontos para as classes 1 e 2 vão variar conforme a utilização todos os meses. Nos primeiros seis dias, os automobilistas pagam as portagens na totalidade. Entre o 7.º e o 15.º dia, o desconto é de 20 por cento. A partir daí, a redução é de 40 por cento.

Quem usa a autoestradas 22 dias por mês tem um desconto médio de 20 por cento, numa redução que abrange residentes, trabalhadores e visitantes frequentes das zonas atravessas pelas vias.

Para os veículos pesados, também vai haver um novo sistema de descontos, com o transporte de passageiros a beneficiar da redução já aplicada às mercadorias: 35 por cento no caso de a viagem ser feita durante o de dia. O preço fica ainda 55 por cento mais baixo se a deslocação for feita durante a noite.

Para aproveitar, basta ter apenas um identificador eletrónico, em vez de uma certificação do Instituto da Mobilidade dos Transportes.

Estes novos descontos nas autoestradas estão incluídos num pacote de propostas para o interior, que vão ser aprovadas esta quinta-feira (27 de fevereiro) em Conselho de Ministros. A redução nas portagens vai custar mais de 100 milhões de euros aos cofres do Estado.

A Comissão de Utentes contra as Portagens na A25, A24 e A23 diz que esta medida ainda precisa de ser clarificada. Ainda assim, o porta-voz da comissão, Francisco Almeida, diz que os descontos já são algo positivo.

“A medida não está bem explicada. Mas, em qualquer circunstância, qualquer redução das portagens é bem-vindo”, afirma.

Apesar de aplaudir as reduções, Francisco Almeida insiste que a região precisa é do fim das cobranças. “Estas autoestradas não podem ter portagens. O Governo pode andar às voltas como quiser, mas a questão central é que terá de chegar um dia a esta conclusão de que as autoestradas não podem ter portagens”, remata.

Governo anuncia descontos nas portagens para utilizadores frequentes

Entretanto, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, anunciou esta quarta-feira (26 de fevereiro) que os descontos entrarão em vigor no terceiro trimestre deste ano, para os “utilizadores frequentes”.

“Vai ser posto em prática no terceiro trimestre deste ano. Estamos a falar de um desconto de quantidade para os veículos classe 1 quer classe 2”, afirmou Ana Abrunhosa, que falava à margem de uma visita no âmbito da iniciativa “Governo mais próximo”, no distrito de Bragança.

A governante disse que o modelo a aplicar “já está consensualizado entre os ministérios das Infraestruturas e Habitação, das Finanças e da Coesão Territorial”.

Ana Abrunhosa explicou que se trata de “um desconto de quantidades”, exemplificando que a “partir do oitavo dia até ao 15.º dia haverá um desconto de 20% e a partir do 16.º dia até ao final do mês será um descontos de 40%”.

“Isto é para utilizadores frequentes, isto significa um acesso universal, automático, basta ter o dispositivo eletrónico, não exige qualquer burocracia para se ter acesso”, referiu.

Até agora, acrescentou, a burocracia “impedia muitas pessoas de terem acesso aos descontos que já existiam”.

Nas autoestradas A4, A24, A28, A25, A23, A13 e A22, antigas SCUT, já eram aplicados descontos e estes foram, segundo a ministra, “harmonizados e aumentados”.

Segundo Ana Abrunhosa, estes descontos beneficiam os residentes ou os que se deslocam frequentemente às regiões, quer em termos de atividade económica ou turística.

Relativamente ao transporte de mercadorias, os descontos vão ser aumentados dos 30% para os 35% de dia e de 50% para 55% à noite.

A ministra anunciou ainda um desconto para os transportes de passageiros, que até agora não existiam e que passam a ser iguais às percentagens dos transportes de mercadorias.

O objetivo é, frisou, “estimular o uso do transporte coletivo em detrimento do transporte individual”.

“É um exercício que queremos continuar a acentuar nos próximos orçamentos, de redução das portagens, porque estamos a falar de vias que no passado não tinham portagens e que agora têm. Quereríamos também trabalhar no futuro a questão do fim de semana, mas consideramos que é já um primeiro passo muito positivo”, sublinhou.

Neste momento, segundo Ana Abrunhosa, estão a ser tratados os procedimentos burocráticos relacionados com as parcerias público privadas e a ser trabalhado o algoritmo da via verde.

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