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Presidenciais: Marisa Matias promete lutar contra o medo e pede confiança aos portugueses na hora de votar

por Redação

16 de janeiro de 2021, 18:07

Foto Igor Ferreira

CLIPS ÁUDIO

A candidata presidencial Marisa Matias esteve este sábado em Viseu para mais um comício de campanha eleitoral para as eleições do próximo dia 24 de janeiro. Marisa Matias escolheu como pontos fortes do discurso o combate à pandemia e a luta contra o medo. "A pior crise das nossas vidas exige o máximo de solidariedade de que sejamos capazes", referiu Marisa Matias.

Sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), a candidata à presidência da República referiu que "ninguém compreende que não haja dinheiro para o SNS, mas que nunca falte dinheiro para o negócio da saúde", acrescentando que não se compreende  que haja quem aproveite todas as dificuldades, sacrifício e sofrimento para fazer negócio".

Numa referência à campanha que nos últimos dias está a ser alimentada nas redes sociais "#VermelhoemBelem", Marisa Matias acrescentou que "as mulheres e os homens deste país deram a primeira grande lição destes dias aos insultos da extrema direita". A candidata deixou ainda o repto aos eleitores. "A segunda grande lição será dada no dia das eleições. Olhos nos olhos e de cabeça erguida, mostraremos que Portugal tem orgulho na sua liberdade, na sua democracia e que a igualdade é e será sempre a a nossa cor", concluiu.

O medo foi outro dos pontos escolhidos pela candidata no discurso desta tarde. Marisa Matias assegurou que não quer pessoas com vários "medos". "Não quero que haja gente com medo da violência racista ou machista, do desemprego, do inverno nas casas frias, de não ter dinheiro para comprar medicamentos", acrescentando que "quer direitos essenciais que devem unir toda a gente que cá vive, trabalha ou trabalhou uma vida inteira", enumerou.

Num comício restrito à comunicação social e à comitiva que acompanha a candidata, Marisa Matias defende que o afeto deve transformar-se em voto, no próximo dia 24. "Votem com coragem, com dignidade e solidariedade. Se este tempo não nos permite dar as mãos, damo-las com o nosso voto. Façamos do voto o abraço que nos falta nesta pandemia", afirmou Marisa Matias, nestas que foram as últimas palavras da candidata em mais um comício de campanha presidencial.

José Manuel Pureza em Viseu pela "amiga" e contra Marcelo e Ventura

No salão nobre da Associação Comercial de Viseu esteve o dirigente e deputado bloquista, José Manuel Pureza que, além de defender a campanha "da amiga", fez dois duros ataques: um ao atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa e outro a André Ventura, nunca referindo o nome do candidato apoiado pelo Chega!. Pureza acusou Marcelo de ser um "porta voz esmeradíssimo" de quem tem "medo de enfrentar a banca, o patronato, os grupos privados na saúde".

O bloquista vai mais longe referindo que Marcelo "é politicamente o que é, como mostrou nas vendas do Banif e do Novo Banco, na defesa de que nas leis de trabalho da Troika não se mexe ou na ameaça de veto a uma lei de bases da saúde que reproduzisse as posições corajosas de António Arnaut e de João Semedo", concluindo que esta será a "linha essencial do segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa e que ele tratará de acentuar".

Sobre Ventura, José Manuel Pureza referiu-se a uma "intimidação boçal e rasca", sem nunca referir, reforce-se, o nome do candidato presidencial, chamando-o "candidato do fascismo". "Essa boçalidade e essa rasquice esconde o medo quase infantil que o candidato do fascismo tem das mulheres, da sua liberdade e da sua autonomia". O deputado do Bloco sustentou que quem tem medo de Ventura "faz-lhe um imenso favor e que, visivelmente, e ainda bem, Marisa Matias amedronta o candidato do fascismo".

O deputado do Bloco afirmou que "estas eleições são sobre a determinação de enfrentar os medos mais atávicos e mudar o país com critérios de justiça, que nos façam ser mais fortes como comunidade", mencionando que "o que é mais importante nesta campanha eleitoral é a força que vai ter quem não tem medo de enfrentar os medos impostos pelos de sempre". José Manuel Pureza terminou o discurso pintando os lábios de vermelho, em nova referência às críticas feitas por André Ventura ao visual da também candidata Marisa Matias. 

José Luís Peixoto e Ana Carolina Gomes enaltecem percurso de Marisa

Presente, mas à distância e através de um vídeo gravado, esteve o escritor José Luís Peixoto que, além de ter elogiado o percurso de Marisa Matias admitiu ter votado na candidata há cinco anos. Também a ativista Carolina Gomes defendeu que Marisa é a "candidata do interior", apontando exemplos das lutas travadas pela candidata presidencial nos territórios longe do mar. 

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