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Presidente da Cáritas de Viseu sai esta semana. Instituição fez seis mil atendimentos em 2020

por Redação

13 de janeiro de 2021, 11:21

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A Cáritas Diocesana de Viseu vai ter novo presidente. Carlos Monteiro Marques vai abandonar a presidência da instituição no final desta semana, após cinco anos no cargo, que será agora ocupado por Felisberto Figueiredo.

A Cáritas de Viseu encerrou 2020 com seis mil atendimentos num ano em que as receitas habituais caíram a pique devido à pandemia da Covid-19, adianta Carlos Monteiro Marques.

O atual presidente diz que a pandemia foi uma outra guerra que fez aumentar os pedidos de apoio à instituição ligada à Igreja Católica e alterou o cenário de ajuda. “As famílias tiveram desemprego. Atendendo às contas que têm de pagar ao final do mês e uma vez que não têm a possibilidade de o resolverem, recorrem à Cáritas e a outras instituições que as possam ajudar”, afirma.

“Nesta altura, muito daquilo do que nos aparece são ajudas para a renda da casa, porque se as pessoas não a pagarem, têm de sair, e também ajudas para medicamentos e produtos alimentares. Eu tenho a convicção de que algumas das pessoas que nos visitam para pedir apoio alimentar utilizam-no no próprio dia”, acrescenta.

A atual pandemia marca assim o fim do mandato de Carlos Monteiro Marques na liderança da Cáritas Diocesana. O dirigente recorda que, quando tomou posse, um dos principais objetivos passava por trabalhar com todas as paróquias da Diocese de Viseu. Hoje, a instituição colabora com cerca de 30 delas.

O responsável recorda ainda os incêndios de outubro de 2017, que assolaram a região de Viseu. Carlos Monteiro Marques recorda que o processo foi “complicado” de gerir para a Cáritas.

“Entrámos numa campanha para poder ajudar as pessoas vítimas dos incêndios, sobretudo em Tondela, Vouzela e Santa Comba Dão. Edificámos cerca de 40 construções, sobretudo anexos de agricultura”, lembra frisando que todos os donativos que foram entregues à Cáritas “foram bem-utilizados”.

O futuro ex-presidente da Cáritas justifica a sua saída com a necessidade de renovar a direção. “Entendo que, em princípio, os mandatos devem-se cumprir. O meu antecessor esteve muito mais anos à frente da Cáritas, mas penso que é altura de renovar porque a minha situação pessoal e familiar não me levava a ter realmente a disponibilidade que este cargo exigia”, remata.

O novo presidente da Cáritas vai ser Felisberto Figueiredo, diácono da Diocese de Viseu e ex-vereador na Câmara de Tondela.

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