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Presidente do Turismo do Centro pede apoios para salvar 130 mil postos de trabalho

por Redação

07 de Julho de 2020, 17:38

Foto Arquivo Jornal do Centro

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, em entrevista ao Espaço Atualidade alerta para a necessidade de o setor ser apoiado

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O presidente do Turismo do Centro reclama apoio de tesouraria para o setor, tal como está a ser feito na TAP, para salvar 130 mil postos de trabalho. 

Pelas contas de Pedro Machado, mais de metade dos operadores na região centro já abriram portas, falta é saber quantos vão continuar abertos no final do verão.

“Provavelmente, muito perto de 60 por cento dos estabelecimentos associados ao turismo já estão em funcionamento. Tenho, para mim, reserva sobre se todos vão ou não conseguir sobreviver a este tempo difícil e, sobretudo, longo que a retoma vai ter. Acredito que, em muitos casos, podemos vir a ter situações difíceis de ultrapassar”, lamenta Pedro Machado.

Por isso, o responsável continua a reclamar apoio de tesouraria a fundo perdido para os operadores turísticos.

“Devíamos ter consignado seis meses, mil euros por cada posto de trabalho, para salvar todas as pessoas associadas à indústria do turismo. Estamos a falar de mais de 130 mil postos de trabalho, o que daria qualquer coisa como 1,7 mil milhões de euros. Se estamos a injetar na TAP entre 1,2 a 1,3 mil milhões, estes mais de 100 mil trabalhadores também são muito importantes para o país”, declara.

Pedro Machado avisa que sobreviver aos seis meses após 18 de maio, será um desafio.

“A minha dúvida é se nestes seis meses que decorrem a partir de 18 de maio, altura em que se começaram a abrir vários serviços, vão ou não ser capazes de sobreviver, que é esse o tempo para puderem retomar alguma normalidade. Se a vacina e os antivirais estiverem disponíveis a partir de fevereiro ou março de 2021, estes seis meses são críticos para as pessoas puderem aguentar o embate da Covid”, acrescenta.

Quanto à retoma do turismo na região centro, Pedro Machado diz que “se este ano se reconquistasse metade do mercado do ano passado já seria bom”.

“Se conseguíssemos recaptar todo o fluxo nacional de 2019, mais parte significativa do mercado espanhol, podíamos apontar em 50, 60 por cento para a fasquia do ano 2020 e, a acontecer, já seriam números satisfatórios”, conclui.

A entrevista a Pedro Machado pode ser ouvida em 98.9 FM, esta terça-feira, às 18h50 e as 22h30, e amanhã, quarta-feira, às 11h30. Pode ainda ver em www.jornaldocentro.pt

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