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Pressão contra supressão do Intercidades fez reverter decisão, diz a "Direita"

por Redação

04 de Junho de 2020, 10:55

Foto Arquivo Jornal do Centro

PSD e CDS aplaudem manutenção do helicóptero do INEM em Viseu

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A distrital de Viseu do CDS acredita que a pressão feita contra a deslocalização do helicóptero do INEM da região para Loures fez com que o Governo voltasse atrás com a decisão.

O presidente da distrital, Francisco Mendes da Silva, diz ao Jornal do Centro que a decisão era “tecnicamente e politicamente errada”.

“A nossa intenção era que o helicóptero não saísse de Viseu e que, enquanto não pudesse regressar a Santa Comba Dão, pudesse ficar no Aeródromo Municipal. Faltou bom senso, mas o facto de a decisão ter sido revertida mostra duas coisas: a decisão tinha problemas técnicos e políticos e a pressão feita pelas autoridades e pelos partidos produz efeito”, sustenta.

O político diz mesmo que a rapidez com que a decisão anterior foi revertida pode constituir como um incentivo para que outras decisões menos benéficas para Viseu também tenham o mesmo destino.

O líder do CDS no distrito dá ainda o exemplo da reposição das ligações do Intercidades na Linha da Beira Alta, decidido pela CP. Francisco Mendes da Silva diz que ainda não há data certa para o regresso.

“A ministra da Coesão Territorial disse que a decisão [da supressão] era meramente transitória e tinha a ver com a pandemia. Mas registamos também que essas declarações foram feitas sem pormenorização nenhuma quer quanto às razões técnicas quer a outras que tenham a ver com a emergência sanitária, e muito menos vem acompanhadas de uma previsão específica e aproximada de como as linhas vão ser repostas”, argumenta.

Mendes da Silva diz ainda que, com esta falta de previsão, “pessoas preocupadas” podem levantar a suspeita de que a CP se esteja a preparar para cortar definitivamente as ligações que servem vários concelhos da região.

Por causa da Linha, o grupo parlamentar do CDS já questionou o Governo sobre a supressão das ligações, dizendo que a decisão é inaceitável e perguntando ao ministro das Infraestruturas se a decisão foi tomada sem terem sido consultadas as autoridades regionais e locais.

O deputado do PSD eleito por Viseu, Pedro Alves, também vai pedir explicações à tutela. Em declarações ao Jornal do Centro, o social-democrata não poupa nas críticas ao governo sobre a supressão das ligações da Linha. “Isto é, mais uma vez, limitar a mobilidade das pessoas do interior e encher a boca de compaixão e boa-vontade em relação à coesão do território. Mas, quando chega a hora de decidir, são sempre os mesmos a pagar os comboios”, lamenta.

Já sobre o helicóptero do INEM, Pedro Alves aplaude a manutenção deste meio aéreo na região de Viseu, falando de “um regresso à normalidade”, mas não deixa de lamentar o pânico que foi gerado junto da população. “Penso que era desnecessário ter sido lançado este pânico junto das pessoas, porque afinal havia condições para que o helicóptero se mantivesse temporariamente em Viseu para prestar socorro a toda a região. Ficamos satisfeitos que tenham sido ouvidos os apelos dos autarcas e deputados”, conclui o deputado do PSD.

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