Foto D.R.
O projeto Aldeias Humanitar, que serve os concelhos do norte do distrito de Viseu, quer criar uma rede de cuidadores comunitários para ajudar as pessoas que vivem nas aldeias.
A iniciativa visa juntar técnicos profissionais para dar respostas a nível da saúde e da ajuda social com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, criar emprego e fixar jovens no interior.
O presidente da Aldeias Humanitar, Domingos Nascimento, refere que o projeto visa colmatar a lacuna de “uma resposta estruturada para permitir que as pessoas fiquem em casa o tempo que acharem possível e desejável”.
“O que pretendemos é manter vivas as aldeias e em amparo as pessoas que decidem ficar a viver nelas. O Aldeias Humanitar tem respostas de saúde e de amparo social que são organizadas em função da necessidade concreta da pessoa e da comunidade”, frisa.
Domingos Nascimento sublinha que esta nova resposta também visa ser permanente nas aldeias. O dirigente fala dos cuidadores comunitários como pessoas que desempenham “uma função profissional que pretende dar um acompanhamento nas atividades diárias das pessoas que precisam e ser vigilante e ajudar as pessoas a permanecer nas suas casas”. Um serviço que, segundo diz o próprio, já está a ser experimentado no terreno.
“Essa resposta só é possível se tivermos profissionais permanentes nas aldeias. O grande objetivo é fazer das nossas aldeias comunidades amparadas”, realça.
O presidente da Aldeias Humanitar, que tem sede em Sernancelhe, recorda que este projeto nasceu em 2017 “para criar novas respostas para resolver os problemas que a desertificação emanou no interior”, em colaboração com instituições, autarquias, juntas de freguesia e GNR.
Em 2019, o Aldeias Humanitar recebeu o Prémio Direitos Humanos da Assembleia da República. O serviço é feito de forma mais alargado em Sernancelhe, Penedono e Tabuaço e também nos restantes municípios da região Douro Sul.

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