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Região de Viseu em confinamento ‘relaxado’, aponta relatório da Google

por Redação

08 de fevereiro de 2021, 17:44

Foto Igor Ferreira

CLIPS ÁUDIO

Estamos há quase um mês em confinamento geral. As escolas fecharam portas e apenas os estabelecimentos ditos essenciais se mantêm abertos. Mas, será que a região de Viseu parou mesmo? Por exemplo, as deslocações para locais de trabalho desceram cerca de 46 por cento e as idas a supermercados e farmácias, 22 por cento. 

Analisámos as mudanças em seis categorias de locais: retalho e entretenimento (museus, centros comerciais, cinemas), supermercados e farmácias, parques e praias, estações de transportes públicos, locais de trabalho e zonas residenciais. Em termos simples, no relatório de mobilidade de 2 de fevereiro, a Google mostra uma ligeira queda no movimento da região de Viseu, entre 22 de dezembro e 2 de fevereiro. 

 

Mais tempo em casa

De acordo com o último relatório de mobilidade da Google, a população do distrito de Viseu está  a passar mais 21 por cento de tempo em casa, desde 22 de dezembro de 2020. A subida foi gradual, com oscilações pontuais em períodos que parecem coincidir com as celebrações celebrações de Natal e de Passagem de ano. 

Contudo, a partir de 15 de janeiro, observa-se um leve aumento do tempo que a população da região de Viseu permanece na sua residência e os valores tendem a rondar os 20 por cento, até à data. Um valor mais positivo relativamente a dados anteriores

 

Se é para ficar em casa, fica-se em teletrabalho

Para ficar em casa, muitas pessoas tiveram que se adaptar ao regime de teletrabalho. Isto é notório na diminuição de deslocações a locais de trabalho, que desceram 46 por cento, ficando ao mesmo nível dos dias de fim-de-semana, durante uma época ‘desconfinada’.

 

Idas a supermercados e farmácias caíram 

As visitas dos utilizadores do Google na região a supermercados e farmácias, que continuam abertas com restrições de segurança, desceram 22 por cento. Contudo, em dias anteriores, observa-se uma quebra ainda mais acentuado a ultrapassar os 40 por cento, pelo que a população da região de Viseu, depois de estar um período de tempo mais ‘confinada’ procurou abastecer-se em locais como mercearias, armazéns de alimentos, mercados de agricultores, lojas de alimentação especializadas, drogarias e farmácias. 

 

Transportes ainda a circular 

As deslocações a estações de transporte como estações de metro, comboio e paragens de autocarros desceram cerca de 28 por cento relativamente a situações normais. Um valor pouco relevante, tendo em conta que os estabelecimentos de ensino encerram a dia 22 de janeiro.  

 

Restaurantes, cafés e centros comerciais em queda 

A tendência de mobilidade com destino a restaurantes, centros comerciais, museus ou bibliotecas caiu 60 por centro. Um fenómeno que é justificado pelo encerramento, ainda que parcial, deste tipo de estabelecimentos até porque muitos dos cafés e restaurantes se mantêm, em regime de take away ou ao postigo. Ao analisar o gráfico, percebemos que há quebra mais acentuadas aos fins de semana, um fenómeno que é compatível com o gráfico relativo à permanência em residência. 

 

Parques, praças e jardins públicos pouco ‘desertos’

As deslocações para espaços como parques nacionais, praias públicas, marinas, parques para cães, praças e jardins públicos desceram apenas 28 por cento. No entanto, observam-se algumas oscilações, sobretudo aos fins de semana, em que a população tende a procurar locais de lazer. 

Ao olhar para os gráficos, e tendo em conta o o número de casos e mortes por Covid-19 - e apesar do confinamento mais apertado e encerramento de escolas - as tendências de mobilidade da região de Viseu não se alteraram consideravelmente, relativamente a outros valores do mês de dezembro. 

A informação sai dos relatórios de mobilidade do Google que mostram informação de 131 países, incluindo Portugal, com base em alterações nas movimentações dos utilizadores que partilham a sua localização com a empresa (uma opção disponível nas definições de privacidade do Google).

A Google garante que os relatórios de mobilidade são anónimos e utiliza o que designa por privacidade diferencial, que adiciona sons artificiais aos dados obtidos, assegurando a qualidade dos resultados sem identificar nenhum utilizador.

 

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