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Covid-19: Instituições desconhecem abertura de inquéritos por irregularidades na vacinação

por Redação

22 de fevereiro de 2021, 11:16

Foto Arquivo Jornal do Centro

Entre os 33 casos de vacinação indevida, estão dois do distrito. Farminhão (Viseu) e Resende

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A Associação de Solidariedade Social de Farminhão, no concelho de Viseu, e a Santa Casa da Misericórdia de Resende, desconhecem que vão ser alvo de inquéritos, quer por parte do Ministério Público (MP), que da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS). Em causa, estarão irregularidades na vacinação contra a Covid-19.

No total, já foram instaurados 33 inquéritos. 

Em declarações ao Jornal do Centro, Duarte Coelho, presidente da Direção da Associação de Farminhão, diz "não saber nada de nenhum inquérito". "Mas ele que venha para esclarecer tudo. Eu cá responderei. Estou muito disponível para todos os esclarecimentos perante o MP e a Judiciária", sublinha o dirigente.

Em causa está a administração da vacina contra a Covid-19 a pessoas não-prioritárias, como é o caso de três dirigentes da Associação e e ainda quatro colaboradores. Na altura, a situação chegou ao conhecimento do Jornal do Centro através de uma carta anónima. O presidente da Direção da instituição disse que a denúncia tem apenas “alguma verdade”.

Também o provedor da Santa Casa de Resende, Jaime Alves, diz "não ter conhecimento da abertura de qualquer inquérito" e remeteu esclarecimentos para um comunicado enviado à redação, aquando da polémica que envolveu a instituição e em que explicava que tinha sido "vacinado mediante os critérios que foram definidos pela Autoridade de Saúde, visto que está em contacto permanente com os utentes e que lhes presta atividade direta”.
 

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