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Covid-19: provedor da Misericórdia de Resende diz que foi vacinado por ser também funcionário

por Redação

03 de fevereiro de 2021, 11:16

Foto Arquivo Jornal do Centro

Jaime Alves garante que foi vacinado porque está em contacto constante com os utentes

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O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Resende, Jaime Alves, diz que foi vacinado contra a Covid-19 por ser profissional da instituição.

O caso foi levantado esta semana, com a suspeita de que tanto ele como o presidente da mesa da Assembleia Geral, o padre Abel Costa, teriam sido vacinados. Uma situação que, diz o provedor, não corresponde à verdade.

Jaime Alves afasta qualquer polémica e garante que foi vacinado porque está em contacto constante com os utentes da Santa Casa.

“A norma diz que devem ser vacinados os profissionais em contacto direto com os idosos. Eu, como estou na Misericórdia a tempo inteiro, incluo-me nesse grupo. Dentro da norma, eu sou profissional da Misericórdia e estou em contacto direto com os utentes e à semelhança de todos os outros colaboradores”, explica.

O responsável refere que a Santa Casa enviou “antecipadamente” a listagem das pessoas que deviam ser vacinadas na instituição às autoridades de saúde, incluindo utentes e funcionários. Lista essa que, diz Jaime Alves, também “incluía o nome do provedor com essa categoria profissional”.

A primeira dose da vacina foi administrada aos utentes e profissionais da Misericórdia de Resende a 20 e 22 de janeiro por uma equipa de enfermeiros.

Jaime Alves garante que não cometeu nenhuma ilegalidade e considera que é preciso separar o trigo do joio.

“Da mesma maneira que há alguém que prevarique, que deve ser investigado se existir a suspeita e deve ser punido se houver razão, o meu caso diz que sou profissional da Misericórdia e presto serviços lá todos os dias, regularmente e constantemente com os idosos”, frisa o provedor.

Jaime Alves acrescenta que mais nenhum dirigente da Misericórdia recebeu a injeção. Ao todo, na Santa Casa de Resende, foram vacinadas 186 pessoas entre utentes e funcionários.

A Misericórdia também enviou uma outra listagem de vacinação com os profissionais de radiologia e de medicina física e de reabilitação que trabalham no Hospital de Resende para que sejam vacinados. No entanto, acabaram por não ser contemplados na primeira fase da vacinação.

Com a polémica da vacinação prioritária, o Jornal do Centro pediu explicações ao Centro Distrital de Viseu da Segurança Social, que diz ter recebido apenas uma queixa relativamente ao plano de vacinação nos lares. A Segurança Social de Viseu lembra que a listagem das pessoas a vacinar nas IPSS é da responsabilidade das próprias instituições. 

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