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Romaria a Santa Eufémia: padres aconselham fiéis a ficar em casa

por Redação

15 de Setembro de 2020, 14:13

Foto Arquivo Jornal do Centro

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“Demonstrar a fé em Santa Eufémia é não estar presente amanhã”. A frase é de Eurico Sousa, padre em Cepões, um dos lugares mais visitados em dias de Santa Eufémia. A data é assinalada esta quarta-feira, 16 de setembro. Numa altura em que se discute o número de pessoas presentes no fim de semana passado no Santuário de Fátima e em que o país vive em estado de contingência, há receio de que naquele lugar ou noutros, como em Ranhados, haja uma grande concentração de fiéis.

O pároco de Cepões garante que não vai haver procissão como habitualmente ocorria. “Avisei as pessoas de que a festa tradicional com duas missas de manhã e procissão, não ia ocorrer. Aconselhei que as peregrinações não se fizessem porque o Santuário não terá celebrações”, refere o sacerdote. Na missa que vai ser celebrada uma missa em que será garantido o distanciamento social e será obrigatório o uso de máscara e de desinfetante. “Será uma missa de memória do dia, nada mais”, assegura o padre Eurico Sousa. O sacerdote acrescenta que caso se verifiquem ajuntamentos vão ser barradas as entradas que dão acesso ao Santuário. “Quem aparecer e quiser ir à capelinha terá um sítio de entrada e saída para não haver cruzamento de pessoas”, esclarece o pároco, referindo estar convicto de que os fiéis não irão até ao templo devido à pandemia e ao facto de não haver celebrações religiosas, sobretudo porque não haverá a procissão, “um momento marcante”.

Mais perto do centro da cidade de Viseu, em Ranhados, também se professa a fé em Santa Eufémia. Alguns dos fiéis chegam a fazer mesmo a caminhada a pé. José Matos, padre naquela localidade confia que serão poucas as pessoas a deslocarem-se à capela dedicada à santa. “Vai haver uma eucaristia campal, sem procissão. A imagem de Santa Eufémia vai ser colocada num lugar onde as pessoas não conseguem chegar, para evitar aglomerados. O adro tem entradas que podem ser barradas se virmos que há um número exagerado de pessoas que se aglomerem. Não vamos permitir que as pessoas se juntem. Mas não conseguimos ter a ideia do que poderá acontecer”, refere o sacerdote, assegurando que tudo será feito para garantir a segurança dos fiéis. “Se forem pessoas idosas ou grupos grandes é desaconselhado vir. Não podemos é dizer às pessoas que não venham, mas se vierem estão sujeitas a não poder chegar junto da imagem ou do lugar do culto”, refere o sacerdote.

Eufémia é considerada uma das santas mártires da Igreja Católica viveu no século três e nasceu num lugar que hoje consideramos região de Istambul, na Turquia. Ficou conhecida por afirmar de forma absoluta a fé cristã até à morte. A devoção a Santa Eufémia remonta ao século dezassete, mas ganhou força em Portugal no século dezoito. Nos dias de hoje ainda é assinalada com peregrinações e promessas.

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