09 Ago
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S. Pedro do Sul: Pj esteve na Câmara. Oposição pede esclarecimentos

por Redação

08 de Julho de 2020, 17:20

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

A oposição na Câmara Municipal de S. Pedro do Sul diz estar preocupada com o facto da Polícia Judiciária ter estado nas instalações da autarquia. O vereador do PSD Daniel Martins diz que qualquer busca feita por um órgão judicial é “tudo menos normal” e espera ser esclarecido na reunião do executivo que decorre esta quinta-feira (9 de julho).

Os elementos da PJ passaram o dia de terça-feira nas instalações da Câmara, confirmou ao Jornal do Centro o presidente da autarquia, Vítor Figueiredo. Em causa, estarão suspeitas de casos relacionadas com contratos públicos e relações familiares.

“Não tenho informação privilegiada que permita concluir sobre quais foram os reais factos que levaram às buscas, amanhã vou questionar o presidente. Agora, independentemente do que esteja por detrás disto, é sempre preocupante ver um município ser alvo de buscas isso só significa que existem indícios da prática criminal”, sustentou.

Segundo o social-democrata, tudo o que envolve investigação judicial é prejudicial para a imagem de um município e “isso leva-nos a estar preocupados”. “No atual contexto, temos de estar focados em captar investidores para ver se conseguimos alavancar a nossa economia. Estamos em momentos de credibilização e não de descredibilização e isto não nos agrada”, reforçou.

Entretanto, em comunicado, o município informou que uma equipa da Polícia Judiciária esteve efetivamente na Câmara “com o objetivo de recolher diversos elementos e documentos referentes a procedimentos de formação de contratos públicos com três empresas e um cidadão”. Acrescenta ainda que “todos os elementos solicitados foram pronta e diligentemente fornecidos pelo município, que adotou uma postura de total cooperação no âmbito das diligências efetuadas”.

“A recolha de documentação estará relacionada com denúncia anónima sobre matérias para as quais o município não reconhece especial relevância, sendo já uma prática recorrente, eventualmente associada a um modo de estar na política com a qual os membros desta Câmara Municipal não se identificam”, esclarece ainda o comunicado que termina a dizer que “o município mantém a firme convicção de que todos os seus procedimentos administrativos cumprem as disposições legais e regulamentares aplicáveis, em especial nas matérias de contratação pública”.

Por fim, é também salientado que ainda recentemente, “na sequência de um outro processo relativo ao suposto incumprimento da lei dos compromissos e dos pagamentos em atraso, também motivado por denúncia, e após diligências semelhantes, foi proferido pelo Ministério Público despacho de arquivamento, fundamentado na inexistência de qualquer matéria relevante criminalmente”.

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