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Viseu

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"São histórias únicas e irrepetíveis”

por Redação

01 de agosto de 2020, 08:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

Vinte e uma histórias de vida preenchem o livro “Elogio da Vida” baseado em memórias de utentes de lares de idosos de Viseu. A obra é patrocinada pela Misericórdia de Viseu. A autora, Sofia Meneses, fala sobre o trabalho

CLIPS ÁUDIO

Como surgiu a ideia de escrever o livro “Elogio da Vida”?
Eu sou jornalista e desde sempre me interessei por recolher histórias de vida e numa fase de pausa na minha profissão falei do projeto com a responsável pela Associação para a Proteção de Pessoas em Risco (APPR), Margaria Alvéolos Marques. A ideia foi bem acolhida e escolhemos os dois maiores lares da cidade de Viseu: o lar de S. Caetano e o lar Rainha D. Leonor. O livro foi custeado pela Santa Casa da Misericórdia de Viseu.

Como foi feita a abordagem aos idosos?
Eu desloquei-me aos lares para explicar o projeto e no início foram muito poucos os que queriam participar mas com a minha presença constante foram-se mostrando cada vez mais próximos e fui conquistando mais adeptos. São histórias únicas e irrepetíveis. Todas são maravilhosas e tocantes.

Como reagiam ao recuar no tempo?
Muitas vezes os idosos começavam por falar de situações menos positivas mas com a conversa acabávamos por encontrar momentos bons e tinham muito prazer em falar neles. Também houve lágrimas mas também houve muitos risos. Davam-se conta que a vida deles foi muito mais interessante do que aquilo que pensavam.

Para além da narrativa, o livro também conta com fotografias dos utentes…
Sim, as fotografias são do José Mateus que se preocupou muito em captar a essência das pessoas. Ele leu os textos antes e quando ia fotografar já conhecia a história de vida dessa pessoa e tentava reproduzir as caraterísticas de cada um.

Há ideia e vontade de alargar o projeto a outros lares para criar uma segunda edição do livro?
Sim há, apesar de nesta altura não ser possível devido à interdição dos lares. Pode ser feito através de videochamada, mas quase que não faz sentido por este trabalho ganha muito mais com a proximidade física e com os afetos. Avançar para outros lares era o objetivo.


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Pode também ouvir esta entrevista, na íntegra e quando quiser, em podcast

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