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Autarca de S. Pedro do Sul quer mais apoio para IPSS do interior

por Redação

31 de janeiro de 2020, 18:37

Foto Arquivo Jornal do Centro

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As instituições sociais que trabalham no interior do país deviam ser mais apoiadas pelo Estado. A ideia foi defendida esta sexta-feira (31 de janeiro) pelo presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, Vítor Figueiredo, na inauguração da sede do CLDS 4G do concelho, o primeiro do país.

O evento mereceu a presença da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. Na sessão, Vítor Figueiredo começou a dizer que os apoios dados ao interior “não podem ser vistos da mesma forma para o litoral ou as grandes cidades”.

“Um carro que circula numa freguesia como S. Martinho de Moitas, Manhouce ou Candal tem custos diferentes dos que existem numa cidade. Há pouco, um dirigente de coletividade dizia-me que gastava mais em pneus e viaturas do que se gasta numa cidade. Estamos a falar de estradas de montanha e que estão demasiadas degradadas”, sustentou o autarca.

Segundo Vítor Figueiredo, há pelo menos duas instituições sociais em S. Pedro do Sul com a corda na garganta e que precisam de ver reforçados os protocolos com a Segurança Social.

“Estas instituições têm comparticipações para oito utentes, quando já tem 20 e tal. Não é possível subsistirem apenas com esse financiamento, o que faz com que percam dinheiro todos os meses e já estejam numa situação financeira muito má”, lamenta acrescentando ainda que a situação poderá alargar-se a outras IPSS.

Vítor Figueiredo deixou ainda outro alerta. As IPSS precisam que as ações inspetivas da Segurança Social não se foquem apenas em passar multas. “Para elas, é um problema, porque estamos a falar de algumas que não têm muitos profissionais para seguir toda a legislação, sendo autuados por situações que desconheciam”, remata.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, não respondeu diretamente a estes alertas. Mas Ana Mendes Godinho garantiu que os apoios para o interior são uma prioridade do Orçamento de Estado para este ano e enumerou medidas como o reforço dos mecanismos de apoio à natalidade e alargamento das creches e a aposta na valorização dos salários.

Ana Mendes Godinho também não passou ao lado da inauguração do CLDS, uma resposta social que a governante considerou determinante para ajudar as pessoas.

“Precisamos cada vez mais de respostas concretas e de capacidade de responder no dia-a-dia a quem precisa de uma solução. Por isso, não há nada melhor do que as comunidades locais para o fazerem”, rematou a governante.

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