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Covid-19: Sernancelhe e Resende estão fora da restrição de circulação para o fim de semana

por Redação

07 de janeiro de 2021, 14:52

Foto Igor Ferreira

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Os concelhos de Sernancelhe e Resende serão os únicos do distrito de Viseu a não estarem sujeitos à nova restrição de circulação decretada pelo Governo para o próximo fim de semana, por causa do aumento de casos de Covid-19.

Os dois municípios estão entre os 25 concelhos do país que estão nesta altura sob risco moderado de contágio, com menos de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, não estando, por isso, sujeitos à proibição de circulação na via pública a partir das 13h00.

Estão, contudo, sujeitos à proibição de circulação entre concelhos entre as 23h00 de sexta-feira e as 5h00 de segunda-feira, salvo por motivos excecionais, como de saúde ou urgência imperiosa, tal como a totalidade dos 278 municípios do continente.

Na última quarta-feira (dia 6), Sernancelhe reportou mais quatro infetados, com 11 casos ativos. Nesse mesmo dia, o Presidente da República decretou a renovação do estado de emergência por mais oito dias, até 15 de janeiro, para permitir medidas de contenção da Covid-19.

Já Resende tem acumulados 327 infetados desde o início da pandemia, tendo registado apenas nove novos casos na última semana segundo os dados das autoridades oficiais divulgados na segunda-feira (dia 4).

Em Lisboa, António Costa admite que podem ser tomadas medidas mais restritivas já a partir de 12 de janeiro. "Os números de ontem e de hoje sinalizam que as medidas que temos adotado não são suficientes", assume.

O primeiro-ministro, António Costa, descartou ainda avançar no imediato com a suspensão da atividade letiva nas escolas devido à evolução negativa da pandemia de Covid-19.

“Há um grande consenso hoje entre os técnicos e os especialistas de que não se justifica afetar o funcionamento do ano letivo. Não devemos ter medidas que impliquem, como adotámos no ano letivo passado, a interrupção da atividade letiva”, afirmou o chefe do Governo.

António Costa adiantou também que vai ouvir os parceiros sociais e os restantes partidos políticos sobre a hipótese da adoção de medidas mais restritivas. Questionado sobre o cenário de um novo confinamento, rejeitou antecipar medidas e assinalou a sua “esperança” de que o aumento de casos dos últimos dois dias não se prolongue até à próxima semana.

“O que temos feito até agora é fazer incidir as medidas sobre o fim de semana; um passo em frente significa estender ao resto da semana esse tipo de medidas, portanto, adotar medidas de confinamento mais geral, do tipo que adotámos em março passado. Não queria estar a antecipar medidas, como a esperança é a última a morrer, devemos ter a esperança de que os números de ontem e hoje sejam ainda um ajustamento do período que vivemos nas últimas semanas e que os dados daqui até dia 12 não confirmem esta evolução. Se o confirmarem, é necessário fazer o que é necessário fazer”, vincou.

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