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Tondela: ambientalistas exigem sanções à Câmara por poluição em Dardavaz

por Redação

29 de junho de 2020, 09:58

Foto Arquivo Jornal do Centro

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As associações ambientalistas Quercus e AZU pedem a aplicação de multas ou sanções para a Câmara de Tondela pelas descargas ilegais de águas industriais não tratadas na Ribeira de Dardavaz.

O caso tem vindo a ser denunciado várias vezes por movimentos, que reclamam de descargas a partir da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Adiça.

A situação já se arrasta há mais de cinco anos, afirma a coordenadora do Grupo de Trabalho da Água da Quercus, Cláudia Sil. “Esta situação já se prolonga há muito tempo e é de alguma promiscuidade porque temos empresas que utilizam uma ETAR que recebe resíduos industriais e cuja atividade é essencial para a Câmara Municipal. A ETAR é da Câmara, que não tem autorização para fazer descargas na ribeira”, explica.

A associação Ambientalista Quercus diz que a Câmara de Tondela já devia ter sido sancionada. “Nós desconhecemos a existência de qualquer sanção ou coima ou mesmo da suspensão total da atividade ou encerramento, que são coisas que estão mais do que definidas na legislação ambiental e que não se compreende como é que, em pleno século XXI, isto pode estar a acontecer”, lamenta.

Já o presidente da Associação de Zonas Uraníferas (AZU), António Minhoto, também não compreende como é que o Ministério e a Agência Portuguesa do Ambiente continuam a permitir que a ribeira de Dardavaz seja poluída de forma ilegal.

“Como é que se permite isto, ainda por cima com normas comunitárias? Há empresas que estão ali instaladas e recebem fundos comunitários para, depois, poluírem. Estamos a falar de uma ETAR que só o é pelo nome, porque não tem as condições de tratamento para várias situações de poluição. Portanto, não é uma ETAR que cumpra as normas”, lamenta.

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