28 fev
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Vacinação: Ministério Público abre inquéritos a quatro instituições da região de Viseu

por Redação

05 de fevereiro de 2021, 11:52

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O Ministério Público (MP) vai investigar alegadas irregularidades no processo de vacinação contra a Covid-19 em mais quatro instituições da região de Viseu.

Tratam-se das Misericórdias de Castro Daire e Resende, da Fundação Elísio Ferreira Afonso, em Sátão, e do Lar das Abelhinhas, em Vila Dum Santo, no concelho de Viseu.

A abertura dos inquéritos foi confirmada ao Jornal do Centro por fonte do MP, que explica que “os processos foram iniciados não por denúncias, mas por notícias que saíram na Comunicação Social”. 

O MP já tinha aberto esta semana um outro inquérito sobre o caso da Associação de Solidariedade Social de Farminhão, em Viseu, cuja situação foi denunciada ao Jornal do Centro.

Em Sátão, o presidente da Câmara, Paulo Santos, e o seu vice-presidente, Alexandre Vaz, foram vacinados contra a Covid-19, não na qualidade de autarcas, mas sim enquanto desempenhavam outras funções.

Paulo Santos foi vacinado enquanto membro dos órgãos sociais da Fundação Elísio Ferreira Afonso, que gere dois lares de idosos no concelho de Sátão, entre outras valências. Já Alexandre Vaz é médico e faz voluntariado precisamente no Lar das Abelhinhas, outra das instituições que vai ser investigada.

Em Resende, o provedor da Misericórdia local, Jaime Alves, disse que foi vacinado por ser profissional da instituição e estar em contacto com os utentes.

Em Castro Daire, foi lançada a denúncia de que o provedor da Misericórdia local e mais três membros da mesa administrativa, incluindo o presidente da Junta de Freguesia de Castro Daire, levaram a vacina. Ao Jornal do Centro, fonte da instituição já tinha frisado que todos os colaboradores da Santa Casa também foram vacinados.

Além destes casos, houve várias situações que vieram a lume como o caso da Fundação Mariana Seixas, em Viseu, onde cinco dirigentes foram vacinados à Covid-19, incluindo o presidente, que disse ter apenas seguido as indicações deixadas pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.

A Segurança Social de Viseu já revelou ao Jornal do Centro que recebeu apenas uma queixa relativamente ao plano de vacinação nos lares do distrito, lembrando que as listagens das pessoas a vacinar nas IPSS eram da responsabilidade das próprias instituições.

Sobre esta polémica da vacinação, o primeiro-ministro António Costa defendeu que devem ser punidos os casos de abuso e de não cumprimento das regras de prioridade no atual processo de vacinação.

Já as misericórdias e as instituições sociais defenderam a vacinação contra a Covid-19 de dirigentes ativos nos lares, considerando-o “um dever moral” de proteção aos utentes e um ato para o qual tinham orientações.

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