09 Ago
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CDS pede reabertura dos parques infantis de Viseu

por Redação

02 de Julho de 2020, 10:05

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A concelhia de Viseu do CDS quer que os parques infantis da cidade voltem a receber crianças ainda este verão, apesar das dúvidas dos municípios sobre a reabertura destes espaços.

O presidente da estrutura política, Carlos Cunha, considera que as crianças precisam de frequentar os parques, depois do confinamento devido à pandemia do novo coronavírus.

“Queremos que se criem condições em que haja uma articulação pública entre a Câmara e a Junta de Freguesia e com as entidades de saúde, para que se resolva rapidamente a questão dos parques infantis dentro das regras deste novo normal que estamos a viver, sob a pena de as crianças não terem locais para poderem brincar neste período de férias”, explica ao Jornal do Centro.

O centrista defende ainda que, após vários meses encerrados, os parques infantis também precisam de trabalhos de manutenção.

“Eu sei que isto representa, certamente, uma despesa acrescida, porque vai ter de haver controle de entradas e quem tenha de impor alguma ordem para que haja cumprimento das regras e para que tudo corra pelo melhor. Temos de aprender a viver com isto, cumprindo novas regras, e acho que as crianças são bons exemplos de adaptação a esta nova realidade”, argumenta.

O responsável pela concelhia de Viseu do CDS diz ainda que a Câmara deve proporcionar todas as condições de segurança, com circuitos de entrada e saída e locais para a higienização das mãos.

“A autarquia vai ter de fazer este investimento. As crianças devem ser acompanhadas pelos adultos e tem de haver este cumprimento de regras, com menos afluência, mas deixar o equipamento e mantê-lo encerrado com o verão e o inverno não me parece uma boa solução”, explica Carlos Cunha.

Em resposta, a vereadora da Câmara, Ermelinda Afonso, diz que enquanto persistirem as dúvidas sobre o que foi decidido pelo Conselho de Ministros, os parques infantis da cidade não reabrem.

“Entendo que são parques de usufruição familiar e que, face a isso, é necessário mantê-los para que sejam apelativas. Mas, neste momento, e face a esta resolução, mantemos a nossa posição. Quando tivermos a certeza de que, das duas uma, ou a informação que há não é referente aos espaços de recreio que mantêm, neste caso, a terminologia de parques similares para crianças, ou então quando sentimos que há um desconfinamento total, nós avançamos a abertura”, esclarece a vereadora.

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