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Central de Camionagem de Viseu entra em obras ainda este mês de maio

por Redação

14 de Maio de 2020, 17:55

Foto Arquivo Jornal do Centro

Pacote de obras no valor de 11 milhões de euros, aprovadas, lançadas a concurso e adjudicadas na reunião do executivo que decorreu esta quinta-feira. Oposição espera para ver

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A obra para a cobertura do Mercado 2 de Maio, em Viseu, foi adjudicada esta quinta-feira em reunião do executivo. Um investimento de 4,3 milhões de euros, anunciou a autarquia. Trata-se de um projeto que faz parte de “um conjunto de obras estruturantes, num valor superior a 11 milhões de euros” também aprovadas, entre elas a requalificação da atual Central de Camionagem.

Já durante este mês de maio arranca a obra do novo Centro de Mobilidade e Transportes de Viseu (Central de Camionagem) executada em duas fases consecutivas, depois do visto do Tribunal de Contas. Na reunião do executivo desta quinta-feira, por videoconferência, foi aprovada uma proposta de trabalhos preparatórios no valor de cerca de 25 mil euros, que permitem lançar a obra no terreno.

O novo Centro, que agregará todos os serviços de transportes públicos, tem um prazo de execução de 560 dias e um investimento global de 4,6 milhões de euros.

A obra vai decorrer em duas fases, avançando em primeiro a zona de estacionamento, permitindo que o atual equipamento continue a funcionar.

A infraestrutura terá uma ilha central virada para os transportes urbanos de Viseu (MUV) e boxes para o transporte intermunicipal.

 

Mercado 2 de Maio aguarda visto do Tribunal de Contas

 

Já com um prazo de execução de 18 meses, foi adjudicado o projeto de cobertura daquela que é considerada a praça mais emblemática de Viseu e que prevê a execução de um novo sistema de climatização para as lojas, trabalhos gerais de construção civil e requalificação de espaços exteriores.

O projeto inclui também a implementação de equipamento para a produção e aproveitamento de energia elétrica e que além de alimentar a própria praça vai, igualmente, servir outros edifícios vizinhos como a futura sede das Águas de Viseu e o Paços do Concelho.

“A cobertura irá funcionar como um grande painel, com cerca de 4.300 m2, estimando-se que, por força da energia produzida, tenha um retorno do investimento de cerca de 10 anos”, explicou o presidente da Câmara, Almeida Henriques.

A cobertura do Mercado não tem data para arrancar porque aguarda o visto do tribunal de contas, mas os vereadores do PS já “chumbaram” o projeto. Baila Antunes não poupa nas críticas a esta intervenção que, diz, vai “esmagar a obra de Siza Vieira (arquiteto que idealizou a praça) e o centro histórico”. “Não se compreende também a escala do custo que tem subido, vamos ver como termina”, sustentou.

Na reunião de Câmara, foi ainda aprovada a última fase de requalificação da Escola da Ribeira e o lançamento do concurso para a requalificação da Escola Básica de Paradinha, cujo investimento ascende a 588 mil euros. Com um prazo de execução de 140 dias, a empreitada contempla a criação de novos espaços, como é disso exemplo uma Sala de Terapias, nova Sala de Professores, Copa de Culinária e os espaços de serviço.

“Apesar do momento que vivemos, não paramos projetos estruturantes para o nosso concelho. É importante reanimar a atividade económica e honrar os compromissos com os viseenses, privilegiando a mobilidade, no âmbito do MUV, a melhoria das condições das nossas escolas, a dinamização do Centro Histórico e a concretização do programa ‘Eu gosto do meu Bairro’”, disse o presidente da Câmara Municipal, António Almeida Henriques.

Argumentos que não convencem os vereador do PS. “Vamos ver das obras hoje aprovadas quantas vão ficar por fazer”, rematam.

Os vereadores da oposição insistem ainda nas críticas à maioria PSD por se atrasar nas medidas de apoio à população devido à pandemia de covid-19 e dizem que chegou a altura de serem retomadas as reuniões públicas da Câmara e da Assembleia Municipal.

 

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