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Covid-19: mais de 1.100 casos e 13 mortos na última semana em Viseu

por Redação

27 de janeiro de 2021, 15:56

Foto Igor Ferreira

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A pandemia da Covid-19 continua a agravar no concelho de Viseu, que registou novos recordes durante a última semana.

Entre 20 e 26 de janeiro, Viseu teve 1.146 novos casos, mais 142 em comparação à semana anterior, e também mais 13 óbitos. Em todo o concelho, estão ativos 1.908 casos.

O balanço foi feito esta quarta-feira (27 de janeiro) pela Proteção Civil municipal.

No balanço anterior da Proteção Civil, de 13 a 19 de janeiro, Viseu tinha registado 1.004 novos casos e mais 11 mortes.

No Hospital de Viseu, estão internadas 273 pessoas com Covid-19, das quais 58 são do concelho. Vinte e quatro doentes estão nos cuidados intensivos, dos quais cinco são de Viseu.

A Câmara está a preparar-se para a abertura de uma nova estrutura de retaguarda no Pavilhão Multiusos, que terá capacidade para receber mais de uma centena de doentes Covid. Já o hospital de campanha instalado no Pavilhão do Fontelo tem 14 pessoas internadas.

Segundo as autoridades locais, desde o início da pandemia, foram registados 5.659 infetados e 76 óbitos por Covid-19 no concelho de Viseu. Foram ainda registados 3.675 recuperados.

 

 

“A situação é critica”, assume Almeida Henriques

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, admite em declarações ao Jornal do Centro que “a situação é crítica e que não o podemos esconder”. O autarca diz que estes números “estão em linha com aquilo o que se está a passar no país” e acrescenta que na base destes números, está uma forte testagem espalhada pelo concelho.

“Só no Hospital, ontem (terça-feira, dia 26), fizeram-se mais de 400 testes e, na comunidade, foram feitos mais 500. Nós estaremos a fazer, neste momento, um volume de testes que oscilará entre os 700 e os 1.000 testes por dia. E esta testagem alargada na comunidade acaba por se refletir nos resultados que temos neste momento”, afirma.

Ainda sobre os testes, Almeida Henriques destaca o decréscimo de casos positivos detetados nos testes rápidos feitos pela Cruz Vermelha, “que já ultrapassam os 1.000 em Viseu”.

Almeida Henriques mostra-se ainda preocupado com os surtos nos lares de Viseu, “que são cerca de uma dezena neste momento” e onde os casos muito preocupantes “continuam a ser em Povolide, no centro de deficientes de Santo Estêvão e no Rainha D. Leonor (da Misericórdia)”. “Nós temos 31 escolas com situações positivas e 63 turmas, mas ainda há umas duas dezenas que ainda estão em análise”, acrescenta.

O autarca de Viseu está também receoso com a falta de recursos humanos nos lares, lamentando a dificuldade em encontrar pessoas que estejam disponíveis para trabalhar. “Há equipas de intervenção rápida em duas das instituições, mas não é fácil já encontrar muitas vezes no desemprego pessoas que possam trabalhar nestas funções e muito menos médicos. Portanto, este é um dos problemas mais complicados que hoje temos”, explica.

A mesma preocupação também se alastra ao Hospital de São Teotónio, onde há registo de cerca de 150 profissionais infetados ou em isolamento.

“No Hospital, estão mais de 270 internados. Temos 10 enfermarias, mais a capacidade instalada no Fontelo, e o diretor clínico já disse que até se podiam transferir mais pessoas para o Fontelo porque há capacidade para isso e o Pavilhão tem 20 camas ativas mas pode esticar até 60. Para isso, é preciso que haja recursos humanos para o efeito”, afirma Almeida Henriques.

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