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Covid-19: Ministério Público abre inquérito ao processo de vacinação da Associação de Solidariedade Social de Farminhão

por Redação

03 de fevereiro de 2021, 14:44

Foto Igor Ferreira

Associação vai ser alvo de um processo de investigação pelo DIAP - Departamento de Instrução e Ação Penal de Viseu

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O Ministério Público (MP) abriu um inquérito ao processo de vacinação contra a Covid-19 da Associação de Solidariedade Social de Farminhão, no concelho de Viseu.

Em causa, a existência de supostas irregularidades na vacinação na instituição social. A situação chegou ao conhecimento do Jornal do Centro, na última segunda-feira (1 de fevereiro), através de uma carta anónima.

Dirigentes e familiares de diretores da Associação receberam indevidamente a vacina contra o novo coronavírus, furando as regras da vacinação, que dizem que apenas os funcionários e utentes dos lares podem receber a imunização.

A denúncia também chegou à Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros que “lamentou e condenou veementemente a situação relatada (e outras que possam vir a ser conhecidas)”.

Na altura, contactada, a direção da instituição disse estar “tranquila”. O presidente Duarte Coelho afirmou não se sentir “culpado de nada” e que estar de “consciência tranquila”. “O que foi feito, fazia agora, na mesma”, admitiu.

O MP confirma a abertura de um processo de investigação pelo DIAP - Departamento de Instrução e Ação Penal de Viseu, que vai apurar o que aconteceu na Associação de Farminhão.

Segundo fonte do MP, o inquérito foi instaurado esta quarta-feira (dia 3).

Mas há mais casos, vindos a público, que denunciam irregularidades no processo de vacinação noutras instituições do distrito. Na Santa Casa da Misericórdia de Nossa Senhora dos Milagres, em Oliveira de Frades, alguns dirigentes foram vacinados contra a Covid-19. A vacinação foi feita juntamente com os utentes e funcionários dos lares e da Unidade de Cuidados Continuados da instituição. 

Também em Resende, há a denúncia de que a Santa Casa da Misericórdia local vacinou o seu provedor "que tem 44 anos de idade" e o presidente da Assembleia Geral, que é padre. O provedor, Jaime Alves, já reagiu à acusação, afastando qualquer polémica e garantindo que foi vacinado porque está em contacto constante com os utentes da Santa Casa.

Em Sátão, o presidente da Câmara, Paulo Santos, e o seu vice-presidente, Alexandre Vaz, também foram vacinados contra a Covid-19, não na qualidade de autarcas, mas sim enquanto desempenhavam outras funções. Paulo Santos foi vacinado enquanto membro dos órgãos sociais da Fundação Elísio Ferreira Afonso.

Já em Viseu, cinco dirigentes da Fundação Mariana Seixas foram vacinados, incluindo o presidente da instituição, que diz que apenas foram seguidas as indicações deixadas pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

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